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Barbearia Kings investe em curso de aperfeiçoamento com profissional renomado
Barbearia Kings investe em curso de aperfeiçoamento com profissional renomado

Objetivo é aprimorar os serviços de cabelo e barba e oferecer atendimento de excelência para os clientes

Sempre visando o melhor atendimento aos clientes, a Barbearia Kings vai participar de um treinamento com um grande profissional de Campo Grande: o barbeiro educador Felipe Dias, proprietário da Dias Barber e conhecido pelos cursos promovidos na Capital. O curso de aperfeiçoamento com a equipe de barbeiros do Kings, com foco em barba e cabelo, será realizado entre os dias 9 e 10 de outubro.

“Precisamos de 20 modelos. O Felipe ficará com a gente das 8h às 19h no domingo e deve cortar o cabelo de dois modelos na parte da manhã, explicando para a nossa equipe sobre os modelos de corte degradê e na tesoura”, explica o proprietário do salão, Valdeci Benites. Já na parte da tarde, os barbeiros vão realizar os cortes seguindo as orientações do educador, que atua no Senac Hub Academy e na Barbearia A Banca.

Atualmente, a Kings conta com 11 colaboradores, e a intenção é expandir o atendimento, abrindo unidades inclusive fora de Coxim. “Hoje nós temos o Kings Club, que é um sistema de mensalidade fixa (assinatura) para corte de cabelo e barba. Somos a única barbearia da região Norte que conta com essa opção para os clientes”, destaca Benites.

“Hoje eu penso como empresário, estamos sempre buscando crescer. E para isso investimos em aperfeiçoamento. Em 2019 eu já tinha participado de vários cursos, feito vários workshops, para entregar sempre o melhor para nossos clientes”, acrescenta o barbeiro.

Além dos serviços de cabelo e barba, o salão Kings oferece limpeza de pele, depilação, design de sobrancelha, entre outros serviços, atendendo homens e mulheres de todas as idades. “Prezamos pelo bem-estar dos nossos clientes, agregando uma ótima estrutura, preço justo e serviço diferenciado”, afirma Benites.

1º contato com a profissão aconteceu aos 16 anos, conta empresário

Proprietário do salão, Valdeci Benites conta que o primeiro contato com a profissão de barbeiro aconteceu aos 16 anos. “Sou amigo do barbeiro Davi, muito conhecido aqui em Coxim. Na adolescência, como eu era amigo dos filhos dele, não saia dali. Um belo dia, a Sirlei, que é filha dele e hoje tem uma barbearia em Costa Rica, me perguntou: ‘porque você não começa a cortar cabelo?’, e eu falei ‘vou cortar meus dedos, não tenho jeito pra isso’. Meu avô tinha uma chácara e eu era mais envolvido nesse meio, só pensava em andar a cavalo. Eu fui amadurecendo e meus pais diziam que eu tinha era que estudar, não cortar cabelo”.
Apesar da resistência dos pais, Benites começou a treinar. “Como a Sirlei já tinha um bom tempo de profissão, ela ia me dando dicas, mostrando como cortava. Treinei por um mês e achei que eu não estava avançando, que não era para mim. Apesar disso, comecei a focar no cabelo e passei a gostar. Enxerguei como uma oportunidade de trabalho, mesmo com algumas pessoas não acreditando. Assim eu fui me fortalecendo para mostrar a todos que eu era capaz. Treinei bastante e comecei a convidar as pessoas na rua, aos gritos, para cortar o cabelo”, conta o empresário, que oferecia o serviço em troca até mesmo de um salgado ou um picolé.

“Quando a pessoa falava que não podia, eu queria cortar assim mesmo. Meu foco era atrair os modelos para ir treinando, então eu fui desenvolvendo. Naquela época não tinha curso na internet, a gente não tinha esse recurso. Aos 17 anos eu saí da barbearia do Davi e passei a trabalhar na varanda de casa. Quem cortava era um tio meu, de Campo Grande. Ele era bancário aposentado e vinha para Coxim me dar uma força. Mais tarde eu fiquei sabendo que uma mulher estava vendendo as coisas do salão dela e eu implorei para minha mãe comprar. Foi então que eu aluguei um salão no centro, na rua Delmira Bandeira, em 1995”.

O aluguel do salão, que era bem simples, custava R$ 50. “Eu arrumei um pintor e pedi para ele escrever o nome do salão, mas eu não tinha como pagar, então ofereci corte de cabelo em troca. Um primo meu, de Campo Grande, que deu a ideia do nome Kings. Eu achei bonito, forte, e acabei usando. Fiquei uns seis meses por ali, mas era parado e eu não conseguia pagar o aluguel. Acabei fechando o salão e voltei para o Davi, onde fiquei por uns dois ou três anos”.

O Kings foi reaberto em 1998, no local onde ficava o Chiquinho Cabeleireiro. “O valor do aluguel já era R$ 100, então eu precisava trabalhar. Arrumei o salão e pensei no preço do corte, que ficou por R$ 2,99 na época. Os salões “top” cobravam cerca de R$ 5. Pedi para o pintor fazer um R$ 2,99 bem grande na frente do salão. No primeiro dia foram dois cortes. Só que dois ou três cabelos por dia só dariam para arcar com as despesas do salão. Na segunda semana o salão arrebentou. Eu pegava marmita e comia ali mesmo. Comecei a fazer anúncio do Kings nas ruas e a partir da segunda semana, graças a Deus, o movimento não parou”.

Benites sempre buscou entregar um serviço de excelência, “mais do que o cliente esperava”. Após dois ou três anos, ele alterou o preço do corte para R$ 3,99. “Eu já não conseguia cortar cabelo sozinho, precisava arrumar mais um barbeiro, sempre pensando em empreender no meu negócio, mesmo sem experiencia de gestão, mas buscando melhorar o salão, dar conforto para os clientes”, conta o empresário, que seguiu trabalhando sozinho por cerca de dois anos, cortando de 20 a 30 cabelos diariamente.

“Depois acabei contratando um barbeiro, aí veio mais outro, então estávamos eu e mais dois barbeiros. Eu já tinha aquela cabeça de empreendedor, queria crescer e ser diferente. Em 2014 surgiu a oportunidade de comprar o salão na avenida Virginia Ferreira, com 110 metros quadrados e um sobrado”. Só que além do financiamento necessário para adquirir o imóvel, era necessário reformar o local. “Eu pagava as parcelas da reforma, que fiz em 12 vezes, e as parcelas do prédio, que eram de R$ 15 mil anuais. Foi uma luta, eu tinha que regrar tudo. Fiquei um ano andando a pé. Só depois consegui comprar uma moto parcelada”.
Benites frisa que a esposa, Fabricia Paiva sempre esteve ao seu lado, incentivando nos momentos difíceis. “Ela foi uma guerreira”, ressalta o barbeiro, que é pai de uma menina de 8 anos e outra de 22.  “Graças a Deus consegui reformar e inaugurar o salão, e foi um sucesso. Tem cerca de sete anos que estamos aqui”.

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