Na pesquisa espontânea do Instituto Ranking, petista aparece tecnicamente empatado com Capitão Contar; campanha também mira os eleitores que ainda não definiram o voto para o Senado
Na última semana antes do primeiro turno das eleições, o candidato ao Senado Vander Loubet (PT) concentra a estratégia nos eleitores que ainda não definiram espontaneamente seus votos e na segunda escolha para uma das duas vagas em disputa em Mato Grosso do Sul.

O movimento ocorre em um cenário de disputa acirrada e com diferenças estreitas entre alguns dos principais candidatos. Na pesquisa mais recente do Instituto Ranking Brasil Inteligência, Vander aparece com 14% das intenções de voto na pesquisa espontânea, enquanto Capitão Contar registra 14,4%. Como a margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados nesse recorte. Reinaldo Azambuja aparece na liderança, com 22%, e Soraya Thronicke tem 4,6%.
O levantamento foi realizado entre 14 e 18 de setembro, ouviu 2 mil pessoas com 16 anos ou mais em 30 municípios de Mato Grosso do Sul e tem nível de confiança de 95%.
Além dos números das pesquisas, Vander chega à reta final destacando a capilaridade política construída ao longo de seus seis mandatos na Câmara dos Deputados. Segundo levantamento publicado pelo portal O Jacaré nesta segunda-feira (29), o candidato conta com apoio político em 67 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. A publicação afirma ainda que prefeitos de diferentes partidos, inclusive integrantes de siglas que fazem parte da aliança de adversários, abriram espaço para a campanha do petista em suas cidades.
De acordo com o mesmo levantamento, prefeitos de 67 cidades teriam liberado secretários e ocupantes de cargos comissionados para participar das atividades de campanha de Vander. O portal também aponta que 40 prefeitos teriam declarado apoio ao petista e adotado a chamada dobradinha entre Reinaldo Azambuja e Vander.
A estratégia é sustentada pelo histórico de atuação de Vander junto aos municípios. Segundo o próprio deputado, foram destinados mais de R$ 6 bilhões em emendas parlamentares aos 79 municípios de Mato Grosso do Sul ao longo de sua trajetória política. O argumento utilizado pela campanha é que a relação construída com prefeitos não estaria limitada à divisão partidária.
Segundo voto ganha importância na reta final
A dinâmica da eleição deste ano torna o segundo voto especialmente relevante. Mato Grosso do Sul elegerá dois senadores, e cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes.
Na pesquisa Quaest divulgada em 25 de setembro, 67% dos entrevistados não citaram espontaneamente nenhum candidato ao Senado, embora esse percentual represente eleitores que não souberam ou não quiseram indicar um nome sem que fossem apresentadas opções. No levantamento estimulado, que apresentou os candidatos aos entrevistados, 18% permaneceram indecisos.
Quando a Quaest separou primeira e segunda escolhas, Vander apareceu com 9% entre os eleitores que indicaram o primeiro voto e 6% entre aqueles que apontaram a segunda opção.
O levantamento também mostrou que 23% dos entrevistados ainda estavam indecisos sobre a segunda vaga, percentual superior aos 13% registrados para a primeira escolha. O dado ajuda a explicar por que as campanhas passaram a concentrar esforços também na formação das chamadas dobradinhas.
Na avaliação da campanha de Vander, a combinação entre a presença nos municípios, os apoios políticos e a possibilidade de conquistar o segundo voto pode ser decisiva para ampliar sua votação na reta final.
O cenário, entretanto, permanece aberto. As pesquisas medem o momento em que foram realizadas e não representam garantia de resultado eleitoral. Para Vander, a última semana será marcada justamente pela tentativa de transformar a rede de apoios construída nos municípios em votos efetivos nas urnas.


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