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Justiça determina pedido de inclusão de Neno Razuk na Interpol após suspeita de que ex-deputado esteja fora do país
Justiça determina pedido de inclusão de Neno Razuk na Interpol após suspeita de que ex-deputado esteja fora do país

Medida foi publicada no Diário da Justiça de Mato Grosso do Sul e busca auxiliar no cumprimento do mandado de prisão preventiva expedido contra o ex-parlamentar no âmbito da Operação Sucessione

A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou o encaminhamento do pedido de inclusão do ex-deputado estadual Neno Razuk (PL) na lista de Difusão Vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal). A medida foi publicada no Diário da Justiça nesta terça-feira (28) e tem como objetivo ampliar a cooperação internacional para localização e eventual prisão do ex-parlamentar, diante de indícios de que ele possa estar fora do território brasileiro.

A decisão ocorre após a expedição de mandado de prisão preventiva contra Neno Razuk. O ex-deputado passou a ser considerado foragido após perder o mandato parlamentar e, consequentemente, o foro por prerrogativa de função, circunstância que permitiu o prosseguimento das medidas cautelares na primeira instância.

Segundo a decisão judicial, há elementos que indicam a possibilidade de o investigado ter deixado o país, motivo pelo qual foi determinada a adoção das providências necessárias para solicitar sua inclusão na Difusão Vermelha da Interpol. O mecanismo é utilizado para comunicar às forças policiais dos países membros sobre pessoas procuradas pela Justiça, possibilitando sua localização e eventual prisão para fins de extradição ou cumprimento de ordens judiciais, conforme a legislação aplicável.

Operação Sucessione

O pedido é um desdobramento da quarta fase da Operação Sucessione, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Neno Razuk, familiares e outras pessoas são investigados por suposta participação em uma organização criminosa que, segundo a acusação, atuaria há décadas na exploração do jogo do bicho e na prática de outros crimes, entre eles lavagem de dinheiro, corrupção, roubos e violação de sigilo.

Ainda conforme a denúncia, o grupo também é acusado de envolvimento em três assaltos praticados em outubro de 2023 contra cobradores ligados a grupos rivais da exploração do jogo do bicho. O Ministério Público sustenta que as ações teriam sido executadas com emprego de armas de fogo e veículos, como parte de uma disputa pelo controle da atividade ilegal.

As acusações apresentadas pelo Ministério Público ainda serão analisadas no curso do processo judicial, garantindo-se aos investigados o direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme previsto na Constituição Federal.

Até a publicação desta reportagem, a defesa de Neno Razuk não havia se manifestado sobre a determinação judicial relacionada ao pedido de inclusão na lista da Interpol. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.

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