Decisão da cúpula nacional libera diretórios estaduais, reduz tempo de TV da campanha do PL e reflete divergências em comícios regionais
A cúpula da federação União Progressista, formada pelas legendas PP (Progressistas) e União Brasil, decidiu adotar uma posição de neutralidade oficial na corrida pela Presidência da República nas eleições de 2026. Com a determinação, o bloco nacional não coligará formalmente com o Partido Liberal (PL) e nem indicará nomes para compor a chapa do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A decisão foi comunicada diretamente pelo presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, à liderança do PL. O movimento libera os diretórios regionais das duas siglas para firmarem alianças locais de acordo com os interesses dos seus respectivos estados.
Exceções estaduais e impacto na campanha
Apesar da postura neutra em âmbito federal, a medida permite palanques regionais diversificados:
São Paulo: O diretório paulista da União Progressista aprovou em convenção o apoio formal a Flávio Bolsonaro, alinhando-se ao projeto de reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Impacto na TV: Sem o apoio da maior bancada do Congresso Nacional, a campanha de Flávio Bolsonaro perde cerca de 20% do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, o que leva a pré-candidatura do PL a buscar aproximação com outras legendas de centro, como o Republicanos e o Podemos
Bastidores da negociação
Integrantes dos partidos apontam que a falta de consenso em palanques estaduais estratégicos onde o PL lançou candidaturas próprias em detrimento de nomes apoiados pelo Centrão e a busca por manter alas governistas e de oposição contempladas motivaram o recuo para a neutralidade.
Com as convenções partidárias na reta final, a estratégia da federação foca em priorizar a eleição de amplas bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado.



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