Autor da ação popular que questionou o sistema afirma que mudança de controle pode acelerar o fim da intervenção, desde que a nova empresa apresente proposta viável para Campo Grande
A venda do controle acionário do Consórcio Guaicurus para a empresa goiana HP Mobilidade continua repercutindo em Campo Grande. Autor da ação popular que questionou a prestação do serviço de transporte coletivo na Capital, Luso Queiroz afirmou à Folha Publicitária que recebeu a notícia com surpresa e demonstrou expectativa de que a mudança represente melhorias efetivas para os usuários.

Segundo ele, a negociação não era esperada, principalmente porque os antigos controladores jamais haviam sinalizado a intenção de vender a operação.
"Fomos pegos de surpresa. Ninguém imaginava que os acionistas e a família Constantino venderiam a Guaicurus, até porque eles nunca cogitaram isso", afirmou.
Para Luso, a troca de comando pode representar uma oportunidade para renovar o sistema de transporte coletivo da Capital.
"Empresa nova é serviço novo, então que seja um serviço que preste. Temos a expectativa para atualização do contrato."
Problemas ainda persistem
Questionado sobre as irregularidades apontadas na ação popular, Luso avalia que ainda é cedo para afirmar que os problemas foram solucionados, mas considera que o cenário começou a mudar após o avanço das medidas adotadas pelo poder público.
"Ainda está cedo para solucionar todos os problemas do transporte coletivo, mas sabemos que o caminho está aberto, graças à nossa ação popular."
Atualmente, o transporte coletivo de Campo Grande permanece sob intervenção administrativa da Prefeitura, que realiza auditorias e avalia as condições da prestação do serviço enquanto analisa o pedido de transferência do controle acionário do consórcio.
Fiscalização continuará
Luso também afirmou que pretende continuar acompanhando a situação do transporte coletivo e não descarta novas medidas judiciais, caso considere necessário.
"A fiscalização é obrigação de toda a população. Se for preciso uma nova ação popular, nós abriremos. Estamos aqui para isso."
Sobre o andamento do processo judicial, ele explicou que a venda do consórcio não altera a ação em curso, mas acredita que a mudança de gestão poderá contribuir para encerrar a intervenção municipal, desde que a nova empresa apresente um projeto consistente.
"Não interfere, mas pode acelerar o fim da intervenção caso a nova empresa traga uma proposta viável para o campo-grandense."
Expectativa pela HP Mobilidade
Caso a Prefeitura de Campo Grande autorize a transferência da concessão, Luso espera que a HP Mobilidade implemente melhorias concretas no sistema.
"Espero que a HP Mobilidade modernize o nosso transporte público municipal com conforto, acessibilidade e eficiência."
A venda do Consórcio Guaicurus ainda depende da aprovação da Prefeitura de Campo Grande. O Executivo informou que a autorização somente será concedida após análise técnica, jurídica e operacional da operação, além da apresentação de compromissos relacionados à renovação da frota, melhorias nos terminais e ampliação da oferta de veículos com ar-condicionado.



Comentários