Deputados estaduais por Mato Grosso do Sul pedem providências da bancada federal, do Governo do Estado e da União contra o aumento de 43% no valor cobrado nas praças de pedágio da BR-163, anunciado pela concessionária Motiva, antiga CCR MSVias.
Hashioka (Republicanos), Pedro Kemp (PT) e Caravina (PSDB) usaram a palavra durante a sessão desta terça-feira (9), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), relembrando o parecer do Tribunal de Contas da União contra a repactuação da concessão de 30 anos para a mesma empresa que trocou de nome, em que apontou o ato como “premiar a irresponsabilidade”.
“Agora vem o aumento que é um acinte à sociedade e a todos que transitam no mais importante eixo rodoviário de MS. Foi repactuado de forma meio nebulosa. Tem cerca de 1.500 acidentes por ano. De 2020 até hoje foram cerca e 350 vítimas fatais, fora os sequelados e feridos. Vidas que se perdem e a rodovia só tem expectativa de mais 2.3 quilômetros de duplicação. Ou seja, só tem 18% duplicado, vai ficar em torno de 22%. Poderíamos ter mais, mas ficaremos com 450 km de pista simples por mais 30 anos, porque na repactuação foi permitido isso”, lamentou Hashioka.
Segundo o parlamentar, que iniciou o assunto, o Mato Grosso do Sul não pode ficar inerte. “Pedi para que façam contagem da rodovia, para que tendo os números o Estado possa exigir a revisão desse contrato que só penaliza a sociedade. Não é possível que permaneçamos inertes. A população não merece esse desatino. A irresponsabilidade começou em 2013, quando começou a licitação e agora o capital não aceita prejuízo. Ganhou a licitação, enrolou e repactuou com outro nome. A partir de 2017 o pedágio já foi corrigido pelo IPCA, teve ano que foi 16%. Fica aqui registrado meu inconformismo”, disse Hashioka.
Da mesma forma, Pedro Kemp concordou que o aumento é abusivo. “Realmente um absurdo esse reajuste no pedágio, sendo que as obras não contemplam a necessidade do Estado, inclusive do que foi pactuado. É revoltante”, considerou.
Caravina informou que está à disposição para ajudar. “Temos a limitação como legisladores estaduais, por ser um assunto de âmbito federal, mas me somo nessa luta porque não dá para entender, não dá para aceitar. Nem o que está para ser duplicado iniciou, praticamente não tem obra sendo feita”, criticou.
A Motiva é responsável pela concessão de 845,4 quilômetros de extensão da BR-163, cortando o estado de Sonora (ao Norte) a Mundo Novo (Sul), passando por 21 municípios. Com a repactuação do contrato e a mudança de nome da empresa, a nova concessionária recebeu outras obrigações e deve prestar contas à ALEMS a cada três meses.
Fonte: ALEMS





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