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Ação popular de Luso Queiroz segue produzindo efeitos e impulsiona avanço da intervenção no Consórcio Guaicurus
Ação popular de Luso Queiroz segue produzindo efeitos e impulsiona avanço da intervenção no Consórcio Guaicurus

Em audiência promovida pela Prefeitura de Campo Grande, a vereadora Luiza Ribeiro voltou a defender mudanças no transporte coletivo e a continuidade das medidas contra a concessionária

A discussão sobre a qualidade do transporte coletivo de Campo Grande voltou ao centro do debate público nesta semana durante audiência realizada pela Prefeitura da Capital. Na ocasião, a vereadora Luiza Ribeiro (PT), integrante da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo, defendeu a necessidade de mudanças profundas no sistema, a renovação da frota e a continuidade do processo de intervenção no Consórcio Guaicurus.

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Durante a audiência, também foram apresentados levantamentos elaborados pela comissão instituída pela Procuradoria-Geral do Município (PGM), que apontam falhas operacionais, descumprimentos contratuais e problemas na prestação dos serviços oferecidos à população.

A manifestação da parlamentar reforçou uma pauta que há anos mobiliza usuários, entidades e representantes políticos diante das reclamações recorrentes sobre atrasos, superlotação, redução de linhas e condições da frota que atende a Capital.

Entretanto, o procedimento de intervenção atualmente em andamento teve origem em uma ação popular apresentada pelo ex-candidato a prefeito de Campo Grande, Luso Queiroz. Foi a partir desse processo que a Justiça determinou que a Prefeitura instaurasse o procedimento administrativo para avaliar as condições da concessão e a atuação do Consórcio Guaicurus.

A ação questionou o cumprimento das obrigações previstas no contrato de concessão do transporte coletivo e apontou possíveis irregularidades relacionadas à prestação do serviço. Ao analisar o caso, a Justiça entendeu haver elementos suficientes para determinar a abertura do processo de intervenção, medida que passou a ser conduzida pelo município.

A partir da decisão judicial, a Prefeitura constituiu uma comissão técnica responsável por analisar documentos, relatórios e informações referentes à execução do contrato. O trabalho vem subsidiando as discussões que atualmente envolvem o futuro do sistema de transporte coletivo da Capital.

Embora a CPI do Transporte Coletivo tenha desempenhado papel importante ao reunir documentos, promover audiências públicas e produzir relatórios sobre a situação enfrentada pelos usuários, foi a ação popular que resultou na determinação judicial que obrigou a administração municipal a adotar providências formais em relação à concessão.

Para Luso Queiroz, a discussão sobre o transporte coletivo precisa ter como foco principal o interesse da população.

“O cidadão que depende do ônibus todos os dias merece respeito. O transporte público é um serviço essencial e precisa funcionar com qualidade, segurança e eficiência. A ação foi apresentada para que os problemas fossem analisados e enfrentados dentro da legalidade, sempre pensando nos usuários”, defende.

O debate sobre o futuro do Consórcio Guaicurus continua em andamento e deve ganhar novos capítulos nos próximos meses, especialmente diante das discussões sobre renovação da frota, melhorias operacionais e alternativas para garantir um serviço mais eficiente à população de Campo Grande.

Enquanto diferentes setores participam das discussões sobre os próximos passos do transporte coletivo na Capital, a origem do processo de intervenção permanece ligada à ação popular que levou o tema ao Judiciário e abriu caminho para as medidas atualmente analisadas pelo município.

Vereadora Luiza Ribeiro, integrante da CPI do Transporte Coletivo

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