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“Não existe outra saída que não seja lutar”, diz Luso sobre crise na Cassems
“Não existe outra saída que não seja lutar”, diz Luso sobre crise na Cassems

Pré-candidato pede mobilização de sindicatos e da ALEMS contra reajuste considerado excessivo

O pré-candidato a deputado estadual Luso de Queiroz voltou a criticar o reajuste aplicado pela Cassems aos dependentes de servidores estaduais e classificou a medida como “abusiva” e “pesada para o trabalhador”.

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Em entrevista, Luso afirmou que o aumento da chamada “taxa cônjuge” chega a “1100%” em alguns casos e pode comprometer diretamente o orçamento das famílias dos servidores públicos estaduais.

“Comprometerá a renda familiar dos servidores estaduais, sendo maçante para o servidor que ganha dois salários mínimos. Isso afetará até a feirinha do mês”, declarou.

Segundo ele, o reajuste acontece em um momento delicado para o funcionalismo estadual, que recentemente recebeu reajuste salarial de 3,81%, enquanto enfrenta empréstimos consignados e o aumento do custo de vida.

Luso também criticou a condução do processo pela direção da Cassems e afirmou que faltou transparência na decisão.

“O Conselho da Cassems decidiu sozinho. Não chamaram uma assembleia extraordinária, nem deram um tempo para as famílias se adaptarem”, disse.

Ao comentar a atuação do presidente da entidade, Ricardo Ayache, o pré-candidato afirmou que a direção poderia ter adotado outro caminho antes da aprovação do reajuste.

“Ele poderia ter barrado a decisão do Conselho, chamando uma assembleia para aprofundar o assunto. Só com mais democracia teremos mais transparência”, afirmou.

Durante a entrevista, Luso defendeu uma renovação na diretoria da Cassems e declarou que a gestão deveria ser formada por “pessoas ao lado dos servidores”.

Entre as propostas apresentadas por ele para enfrentar a crise financeira da entidade estão a venda de hospitais considerados deficitários, o encerramento do atendimento a terceiros e a priorização exclusiva dos servidores estaduais e seus familiares.

O pré-candidato também defendeu a realização de uma auditoria pública com participação do Tribunal de Contas e do Ministério Público antes de qualquer novo modelo de custeio para dependentes.

Sobre a mobilização política em torno do tema, Luso afirmou que sindicatos, entidades populares e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul devem pressionar a Cassems para revisar o reajuste.

“A sociedade sul-mato-grossense ficou horrorizada com esse aumento. A pauta está rodando em todo o Mato Grosso do Sul”, declarou.

Ao final, ele pediu união dos servidores estaduais e afirmou que continuará defendendo pautas ligadas à classe trabalhadora.

“Não existe outra saída que não seja lutar”, concluiu.

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