Presidenta Deumeires Morais afirma que entidade defende negociação menos prejudicial aos servidores e maior participação do Estado no custeio da Caixa
A presidente da FETEMS, Deumeires Morais, divulgou um novo posicionamento da entidade sobre a crise envolvendo a CASSEMS após o anúncio da nova forma de contribuição para cônjuges de associados.

Segundo a dirigente, a federação se manifestou desde o início contra os impactos da medida aos trabalhadores em educação e afirmou que a prioridade da entidade é buscar alternativas que reduzam os prejuízos às famílias dos servidores estaduais.
De acordo com Deumeires, a FETEMS convocou um Conselho de Presidentes com participação da direção estadual e dos sindicatos municipais filiados para discutir os problemas enfrentados pelos usuários da Caixa e construir propostas conjuntas.
Durante a reunião, foram debatidas reclamações relacionadas ao atendimento médico e aos serviços oferecidos pela CASSEMS em diferentes municípios do Estado. A entidade informou que irá protocolar um documento junto ao presidente da Caixa, Ricardo Ayache, relatando as demandas apresentadas pelas bases sindicais.
A federação também defende que, caso a cobrança para os cônjuges não seja cancelada, a implantação seja escalonada em parcelas ou tenha o prazo prorrogado para permitir que as famílias consigam se reorganizar financeiramente.
Outro ponto defendido pela entidade é a ampliação da participação do Governo do Estado no financiamento do plano de saúde. Segundo a presidente da FETEMS, será encaminhado um documento ao governador Eduardo Riedel propondo equiparação da contrapartida patronal para servidores com salários de até R$ 5 mil.
A dirigente argumenta que muitos servidores com menores salários não recebem auxílio-saúde, enquanto categorias com remunerações mais elevadas possuem benefícios do tipo, classificando a situação como “injustificável”.
A FETEMS informou ainda que pretende se reunir com o Fórum Estadual dos Servidores para construir mobilizações conjuntas em defesa de maior participação do poder público no equilíbrio financeiro da CASSEMS.
No posicionamento, a entidade também relembra que há 11 anos não ocorre atualização da contrapartida patronal e destaca o papel da Caixa durante a pandemia da COVID-19, afirmando que a instituição foi fundamental no atendimento aos servidores e na preservação de vidas em Mato Grosso do Sul.
Ao final da manifestação, Deumeires Morais afirmou que a FETEMS e os 74 sindicatos filiados continuarão participando do debate sobre o futuro da CASSEMS e defendendo o fortalecimento da assistência à saúde dos servidores públicos estaduais.
Assista ao posicionamento completo da presidenta clicando aqui.


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