Aposentada teme dificuldades para manter o plano após aumento e diz que ela e o marido dependem da Cassems para tratamento contínuo
A repercussão do reajuste aplicado pela Cassems aos cônjuges dependentes continua gerando preocupação entre servidores públicos e aposentados em Mato Grosso do Sul. Em Coxim, a aposentada Lucy Melo relatou apreensão diante do aumento anunciado pela entidade e afirmou temer não conseguir manter o plano de saúde.

Usuária da Cassems há cerca de 30 anos, Lucy afirma que o impacto financeiro da medida compromete diretamente o orçamento da família.
“Compromete totalmente”, declarou a aposentada ao comentar o reajuste aplicado aos dependentes.
Ela também relatou que tanto ela quanto o cônjuge realizam tratamento contínuo pelo plano, o que aumenta a preocupação diante da elevação da mensalidade.
“Existe preocupação, sim, porque não é um aumento, é uma imposição que partiu de cima, sem discussão dos servidores”, afirmou.
Segundo a aposentada, a notícia do reajuste chegou inicialmente por meio das redes sociais, através de uma publicação no Facebook. Para ela, o principal problema não foi apenas o aumento em si, mas a ausência de diálogo prévio com os beneficiários.
“O que gostaríamos era de sermos ouvidos, e que houvesse uma ampla discussão sobre os fatos, e isso não aconteceu”, declarou.
Lucy também afirmou perceber forte preocupação entre servidores públicos e aposentados diante da nova cobrança.
“Todos os servidores estão alarmados com tamanho absurdo”, disse.
A aposentada defendeu ainda maior transparência nas contas da entidade e sugeriu que os servidores tenham mais acesso às informações financeiras relacionadas à administração da Cassems.
O reajuste anunciado pela caixa de assistência elevou de R$ 35 para R$ 450 a contribuição mensal dos cônjuges dependentes, aumento superior a 1.180%.
Segundo a própria Cassems, a medida foi adotada diante de um déficit atuarial estimado em R$ 189 milhões relacionado aos custos desse grupo de beneficiários.
A entidade afirma que o reajuste busca preservar o equilíbrio financeiro do sistema e cita fatores como inflação médica, envelhecimento populacional, judicialização da saúde e aumento de terapias de alto custo.
Enquanto isso, a repercussão da medida segue crescendo em diferentes regiões do Estado. Vereadores, servidores e entidades representativas já começam a discutir possíveis mobilizações e medidas para questionar o reajuste e ampliar o debate sobre os critérios adotados pela instituição.
A Folha Publicitária segue acompanhando os próximos desdobramentos.



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