Proposta apresentada pelo vereador Maurício Helpis institui 24 de abril como data oficial para preservar a história e o significado cultural do símbolo de Coxim
Os vereadores da Câmara Municipal de Coxim aprovaram, por unanimidade, durante a sessão ordinária desta terça-feira (8), o projeto de lei de autoria do vereador Maurício Helpis que institui no Calendário Oficial do Município o “Dia Municipal Memória do Pé de Cedro”. A data será celebrada anualmente em 24 de abril.

A iniciativa busca reconhecer oficialmente a importância histórica, cultural e ambiental do Pé de Cedro, árvore que durante décadas fez parte da paisagem e da memória afetiva de gerações de coxinenses.
De acordo com o projeto, a criação da data tem como objetivo valorizar, preservar e difundir a memória histórica, cultural e ambiental do município, especialmente o patrimônio simbólico representado pelo Pé de Cedro.
A legislação também estabelece que o Poder Executivo poderá promover, por meio dos órgãos competentes, atividades educativas, culturais, ambientais e comemorativas relacionadas à data.
Uma memória que atravessou gerações
Na justificativa da proposta, Maurício Helpis destaca que o Pé de Cedro foi, por muitos anos, muito mais do que uma árvore para a população de Coxim. O local se tornou um marco histórico e afetivo, servindo como ponto de referência, encontro e memória para diferentes gerações.
Plantado pelo saudoso Zacarias Mourão, importante nome da cultura regional, o Pé de Cedro ganhou ainda mais notoriedade ao ser eternizado na música “Pé de Cedro”, de sua autoria. A composição ajudou a transformar a árvore em um dos principais símbolos culturais de Coxim, associando sua história ao sentimento de pertencimento da população.
Ao longo dos anos, o Pé de Cedro passou a representar valores como resistência, tradição e memória, tornando-se uma referência da identidade do município.
Entretanto, em 24 de abril de 2024, um laudo botânico registrou oficialmente a morte da árvore. O fato provocou comoção na comunidade e marcou o fim da presença física de um dos símbolos mais conhecidos de Coxim.
Mesmo sem a árvore, porém, a memória construída ao seu redor permanece presente na cultura e na história do município.
Clóvis Santana e a origem da sugestão
Durante a discussão da proposta em plenário, Maurício Helpis também fez questão de mencionar a participação do Dr. Clóvis Santana na origem da iniciativa.
Segundo Maurício, a sugestão para que a memória do Pé de Cedro fosse transformada em uma data oficial chegou ao seu gabinete por meio de Clóvis, que apresentou o pedido ao vereador.
Clóvis possui trajetória na vida pública de Coxim e disputou as eleições de 2004 pelo Partido dos Trabalhadores (PT), quando ficou na condição de suplente de vereador. Apesar da candidatura, nunca chegou a assumir uma cadeira na Câmara Municipal de Coxim.
Sua relação com a história do Pé de Cedro, entretanto, vai além da participação política. Clóvis também possui registros e iniciativas ligados à memória do símbolo coxinense, contribuindo para manter viva a história de uma árvore que marcou gerações e ajudou a construir parte da identidade cultural do município.
A partir da sugestão apresentada por Clóvis, a demanda foi incorporada ao trabalho legislativo por Maurício Helpis e transformada em projeto de lei, posteriormente aprovado por unanimidade pelos vereadores.
Preservar a memória para as futuras gerações
A criação do Dia Municipal Memória do Pé de Cedro busca justamente impedir que a história do símbolo seja esquecida.
A data poderá servir como instrumento para estimular atividades culturais, educativas e ambientais, além de incentivar o resgate de histórias, documentos, fotografias e relatos relacionados ao Pé de Cedro e à própria formação da identidade de Coxim.
A escolha de 24 de abril também possui significado especial: foi nesse mesmo dia, em 2024, que o laudo botânico confirmou oficialmente a morte da árvore.
Dessa forma, a data passa a representar não apenas o fim de um ciclo, mas também um compromisso com a preservação de sua memória.
Com a aprovação unânime pela Câmara Municipal, o projeto segue agora para as providências legais necessárias para sua sanção e publicação pelo prefeito Edilson Magro.
Mais do que instituir uma nova data no calendário municipal, a iniciativa transforma em reconhecimento oficial uma memória que já fazia parte da vida de gerações de coxinenses.


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