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Semana decisiva: três pesquisas podem revelar um novo cenário eleitoral em MS
Semana decisiva: três pesquisas podem revelar um novo cenário eleitoral em MS

Levantamentos da Quaest, Veritá e IPR serão divulgados após a oficialização das candidaturas e o primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Estado

A disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul entra em uma semana de expectativa com a previsão de divulgação de três novas pesquisas eleitorais. Os levantamentos dos institutos Quaest, Veritá e Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) foram registrados na Justiça Eleitoral e devem apresentar uma nova fotografia do cenário estadual após a oficialização das candidaturas.

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Mais do que números isolados, os levantamentos podem ajudar a medir o grau de competitividade da eleição e indicar como o eleitorado está reagindo à formação definitiva do quadro de candidatos. Em um cenário ainda aberto, qualquer movimentação nas intenções de voto pode repercutir diretamente nas estratégias das campanhas.

Entre os nomes que estarão sob observação está o candidato Fábio Trad (PT), que se apresenta como uma das principais alternativas de oposição ao atual governador Eduardo Riedel (PP). A evolução de seu desempenho será um dos pontos que poderão ser acompanhados com atenção, especialmente diante do início efetivo da disputa entre os candidatos já oficializados.

Três levantamentos em poucos dias

A primeira pesquisa prevista é a do Instituto Veritá, que ouviu 1.220 eleitores. O levantamento tem custo informado de R$ 93,9 mil e foi contratado pelo próprio instituto. A previsão de divulgação é para segunda-feira (24).

Na terça-feira (25), estão previstas outras duas pesquisas. O Instituto Quaest realizou entrevistas com 804 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto. O levantamento tem custo de R$ 104,9 mil e será uma das primeiras pesquisas do instituto após a oficialização das candidaturas.

Também está prevista para terça-feira a divulgação da pesquisa do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), que entrevistou 784 eleitores. O levantamento teve custo informado de R$ 12,5 mil e é financiado pelo jornal Correio do Estado.

A sequência de divulgações permitirá, inclusive, uma comparação interessante entre diferentes levantamentos realizados em um intervalo relativamente curto, embora cada pesquisa tenha metodologia, período de coleta e margem de erro próprios.

O que está em jogo

A importância dos levantamentos está justamente no momento em que eles chegam ao eleitorado. Com as candidaturas oficializadas, a eleição deixa uma fase predominantemente pré-eleitoral e começa a ganhar contornos mais definidos.

Para o grupo governista, os números poderão servir como termômetro para avaliar a força da administração Riedel na tentativa de manter o comando do Estado. Para a oposição, por outro lado, os levantamentos podem indicar se existe espaço para uma disputa mais competitiva e para a consolidação de uma candidatura capaz de enfrentar o projeto de continuidade.

É nesse ponto que o desempenho de Fábio Trad ganha relevância. O candidato petista busca se apresentar como uma alternativa ao atual governo e deverá usar os próximos resultados para reforçar o discurso de mudança, caso os números apontem crescimento ou competitividade. Uma eventual aproximação em relação ao grupo que hoje lidera o cenário também poderá aumentar a pressão política sobre o governo estadual.

Eleição começa a ganhar contornos mais claros

Mato Grosso do Sul tem oito candidaturas registradas para o Governo do Estado: Eduardo Riedel (PP), Fábio Trad (PT), Jeferson Bezerra (Agir), João Henrique Catan (Novo), Lucien Rezende (PSOL), Renato Gomes (DC), Daniel Lemes (PCO) e Delcídio do Amaral (PRD).

Com a divulgação de três pesquisas em apenas alguns dias, a semana deverá ser marcada por uma disputa também no campo da narrativa política. Cada campanha tentará interpretar os números da maneira mais favorável possível, enquanto adversários deverão buscar nos levantamentos sinais de crescimento, queda ou estabilidade.

Por isso, mais do que apontar um vencedor antecipado, as pesquisas poderão responder a uma pergunta que começa a ganhar peso no cenário estadual: há espaço para uma disputa mais acirrada pelo Governo de Mato Grosso do Sul ou o grupo que comanda o Estado conseguirá manter sua vantagem?

A resposta, ao menos parcialmente, começa a aparecer nos próximos dias.

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