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Agehab é cobrada na Câmara de Sonora por falta de transparência em seleção de lotes urbanizados
Agehab é cobrada na Câmara de Sonora por falta de transparência em seleção de lotes urbanizados

Vereadores Francisco e Joaquimzinho questionam critérios de classificação e relatam situações que segundo eles, precisam ser esclarecidas pela agência

A condução do processo de seleção de beneficiários do programa de lote urbanizado em Sonora entrou na mira dos vereadores durante a sessão da Câmara Municipal realizada nesta segunda-feira (17). Os parlamentares Francisco Deuzimar Lima e Joaquimzinho fizeram críticas aos critérios adotados e cobraram maior transparência por parte da Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab).

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Um dos principais pontos levantados durante a sessão foi a classificação dos candidatos. Segundo os vereadores, existem moradores que vivem há décadas em Sonora e que estariam ficando atrás de pessoas com cadastros mais recentes.

O vereador Joaquinzinho chamou atenção justamente para essa situação, questionando como moradores que residem no município há cerca de 40 anos podem não ter prioridade diante de pessoas que, segundo os relatos apresentados na Câmara, possuem cadastros mais recentes.

A crítica coloca em discussão uma questão que interessa diretamente às famílias que aguardam pelo benefício: quais critérios estão efetivamente determinando quem avança na seleção?

Critérios também entram na mira

Outro ponto questionado pelos vereadores foram os critérios de prioridade estabelecidos para a seleção. Entre as regras estão situações relacionadas à composição familiar, incluindo a existência de filhos. Na avaliação apresentada em plenário, esse tipo de critério pode acabar prejudicando moradores que não possuem filhos, mas que vivem há muitos anos no município e também aguardam uma oportunidade de acesso à moradia.

Para os parlamentares, é necessário que a população consiga compreender de maneira objetiva como cada critério influencia a classificação final. A questão das pessoas com deficiência também foi colocada em debate.

Segundo os vereadores, o edital estabelece prioridade para pessoas com deficiência, mas há questionamentos sobre a aplicação desse critério na prática. Durante a sessão, foram citados casos de pessoas com deficiências físicas graves que, conforme os relatos apresentados pelos parlamentares, não teriam sido contempladas.

Quem está na frente e por quê?

A discussão levantada na Câmara coloca a Agehab diante de uma cobrança simples, mas fundamental: a população precisa saber quem foi classificado, quais critérios foram utilizados e por que determinadas pessoas foram priorizadas em relação a outras.

Se existem critérios objetivos estabelecidos em edital, a classificação deveria ser suficientemente transparente para que os próprios candidatos consigam compreender sua posição e verificar como chegaram àquela colocação.

Os questionamentos feitos por Francisco Deuzimar Lima e Joaquimzinho não representam, por si só, comprovação de irregularidades no processo. Mas levantam dúvidas relevantes sobre a forma como a seleção vem sendo percebida pelos moradores e sobre a necessidade de esclarecimentos públicos por parte da Agehab.

A cobrança agora é para que a agência apresente informações claras sobre a classificação dos candidatos em Sonora, os critérios utilizados, a aplicação das prioridades previstas no edital e a situação dos moradores que contestam sua posição no processo.

Em um programa destinado justamente a atender famílias que buscam acesso à moradia, transparência não deveria ser um detalhe: deveria ser uma das principais garantias do processo.

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