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“Fui vítima de perseguição”: professora de Coxim contesta rescisão e denuncia pressão e violência na Educação
“Fui vítima de perseguição”: professora de Coxim contesta rescisão e denuncia pressão e violência na Educação

Thainá Ravedutti afirma que sofreu sucessivos episódios de pressão no ambiente de trabalho, questiona acusações de faltas injustificadas e diz possuir documentos sobre conflitos envolvendo projetos pedagógicos e conteúdos relacionados às culturas afro-brasileira e indígena

A professora Thainá Ravedutti afirma ter sido vítima de perseguição e pressão durante sua atuação na Rede Municipal de Educação de Coxim e contesta a decisão da Secretaria Municipal de Educação de rescindir seu contrato temporário. O desligamento foi comunicado nesta quarta-feira (12), durante uma reunião registrada em áudio pela própria professora.

Segundo a ata apresentada durante a reunião, a Secretaria apontou supostas faltas sem atestado ou justificativa legal, descumprimento de obrigações funcionais, impontualidade e dificuldades de relacionamento profissional, além de registros relacionados à passagem da professora por outras unidades da rede.

Thainá contestou as acusações e afirmou que suas ausências estavam justificadas por atestados médicos ou pelo acompanhamento da filha, questionando quais documentos comprovariam as chamadas faltas injustificadas.

“Não teve faltas sem atestado nas outras unidades”, afirmou a professora durante a reunião.

Em outro momento, ao serem citadas as unidades Nely Martins, Zuleide Pompeu e Caminho das Letras, Thainá cobrou a apresentação dos registros utilizados contra ela:

“Quais são os registros? As atas? [...] Qual é o motivo?”

A professora também se recusou a assinar a ata da reunião, alegando que o documento não correspondia ao que realmente havia acontecido. A própria justificativa da recusa foi registrada no documento.

Contrato é outro ponto questionado

O contrato apresentado pela professora é o Contrato de Trabalho Temporário nº 031/2026, fundamentado no Processo Seletivo Simplificado nº 003/2026.

O documento está datado de 9 de fevereiro de 2026, mas Thainá afirma que começou a trabalhar em 3 de fevereiro e que só foi chamada para assinar o contrato nesta quarta-feira, meses depois do início das atividades.

O instrumento prevê vigência até 15 de dezembro e estabelece que a Administração pode rescindir o vínculo por interesse unilateral, mediante motivação escrita.

A professora não questiona apenas a existência dessa previsão contratual, mas os fundamentos utilizados para justificar sua aplicação no caso concreto.

Professora também denuncia pressão por projetos culturais

Thainá afirma ainda que os conflitos com a rede municipal começaram antes da rescisão e estariam relacionados também à sua atuação pedagógica.

Defensora de projetos voltados à valorização da cultura brasileira, ela afirma ter recebido solicitações para alterar conteúdos relacionados às culturas afro-brasileira e indígena e diz possuir documentos que pretende apresentar para comprovar os episódios.

A professora entende que a situação ultrapassou divergências pedagógicas e afirma ter sofrido pressão e assédio no ambiente de trabalho.

Durante a reunião, resumiu sua preocupação com o impacto dos conflitos sobre os próprios alunos:
“Se um professor sofre, a criança também sofre.”

Prefeitura será questionada

A Folha Publicitária buscará manifestação da Secretaria Municipal de Educação sobre os fundamentos da rescisão, as faltas apontadas como injustificadas, os documentos mencionados na reunião, a data de formalização do contrato e as alegações relacionadas aos projetos pedagógicos.

O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura e das demais pessoas citadas.

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