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Fábio Trad promete acabar com diferença salarial entre professores concursados e contratados em MS
Fábio Trad promete acabar com diferença salarial entre professores concursados e contratados em MS

Plano de governo do candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul também prevê ampliar gradualmente o número de professores concursados na rede estadual

O candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul Fábio Trad (PT) incluiu entre as principais propostas de seu plano para a educação estadual o fim da diferença salarial entre professores concursados e contratados temporariamente pela Rede Estadual de Ensino (REE-MS).

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A proposta aparece no capítulo dedicado à educação e parte de um diagnóstico apresentado pela campanha sobre a composição do quadro docente. Segundo o documento, nos últimos anos a rede estadual passou a operar com “algo próximo - e em alguns períodos acima - de 50%” do quadro formado por profissionais convocados ou temporários.

O plano também afirma que a diferença não estaria relacionada apenas à ausência de estabilidade. O documento critica uma legislação aprovada durante a última década que, segundo a campanha, teria dissociado os recebimentos salariais entre professores concursados e convocados.

Na avaliação apresentada pelo candidato, a divulgação de que Mato Grosso do Sul possui um dos melhores salários para professores não refletiria a realidade de todo o quadro da rede estadual quando a remuneração citada é restrita aos profissionais concursados.

Igualdade salarial e concursos

A proposta central de Fábio Trad é “excluir a diferença salarial entre professores concursados e contratados”, além de ampliar gradativamente o percentual de professores efetivos na Rede Estadual de Ensino.

O plano classifica a diferença salarial como uma das principais desigualdades existentes no poder público estadual e coloca a valorização dos profissionais da educação entre os eixos da política educacional pretendida pela candidatura.

O documento também aponta problemas relacionados à sobrecarga dos profissionais, desgaste emocional, necessidade de formação continuada e condições de infraestrutura das escolas.

Mais tecnologia e ensino técnico

Além da política de valorização dos professores, o plano apresenta propostas voltadas à modernização da rede estadual.

Entre elas estão a realização de um Censo da Educação para identificar necessidades de novas escolas, reformas e melhorias estruturais; a universalização de escolas conectadas com internet de alta velocidade e equipamentos tecnológicos; e o fortalecimento do ensino técnico e profissionalizante.

A proposta prevê parcerias com instituições como o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) e o Sistema S, com formação direcionada a áreas como tecnologia, logística, energias renováveis, agroindústria, bioeconomia, indústria 4.0 e serviços digitais.

O plano também prevê a criação de um Programa Estadual de Permanência Escolar integrado ao Pé-de-Meia, programa do Governo Federal voltado à permanência de estudantes no ensino médio.

Educação no interior

Outro ponto destacado pela candidatura é a desigualdade entre diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. O documento afirma que escolas do interior, periferias urbanas, comunidades indígenas e regiões de fronteira enfrentam dificuldades relacionadas à infraestrutura, conectividade, acesso e disponibilidade de profissionais.

Entre as propostas estão ainda o fortalecimento da educação indígena, do campo e de fronteira, com formação específica de professores, infraestrutura adequada e material didático contextualizado.

O plano também prevê modernização da infraestrutura escolar, incluindo climatização, acessibilidade, quadras esportivas cobertas, bibliotecas, laboratórios e energia solar.

Para Fábio Trad, a política educacional deve ainda aproximar a escola das universidades, da formação profissional, da inovação e do mercado de trabalho, com medidas voltadas à preparação dos estudantes para novas áreas da economia.

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