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PGR pede novas diligências da PF antes de decidir sobre acusação contra vice de Flávio
PGR pede novas diligências da PF antes de decidir sobre acusação contra vice de Flávio

Caso envolvendo o deputado Alfredo Gaspar tramita sob sigilo no STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu ampliar a apuração antes de se manifestar sobre a representação envolvendo o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O caso está na PGR desde o fim de março, quando foi formalmente encaminhado ao órgão após tramitar inicialmente na Polícia Federal e no Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, optou por não apresentar parecer imediato e requisitou novas diligências à PF.

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O procedimento segue sob sigilo no STF, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. As medidas determinadas pela PGR não foram divulgadas.

A representação foi apresentada no fim de março por parlamentares da oposição após a divulgação de uma acusação de estupro de vulnerável envolvendo Gaspar. O deputado nega as acusações e afirma ser alvo de perseguição política. Até o momento, não há investigação formal instaurada nem conclusão sobre o mérito das alegações.

O pedido de novas diligências representa um passo intermediário no procedimento. Na prática, a PGR entendeu que ainda não havia elementos suficientes para apresentar um parecer definitivo ao Supremo e optou por aprofundar a coleta de informações antes de decidir se existem fundamentos para a abertura de uma investigação.

A Polícia Federal havia encaminhado o caso ao STF por envolver um parlamentar com foro por prerrogativa de função. Antes de decidir sobre eventual instauração de inquérito, Gilmar Mendes solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República, como prevê o rito nesses casos.

Em resposta, Gonet devolveu os autos para a realização de diligências complementares, adiando sua manifestação definitiva. O conteúdo das medidas permanece protegido pelo sigilo processual.

A movimentação ocorre em meio à campanha eleitoral de 2026. Na última terça-feira (5), Flávio Bolsonaro oficializou Alfredo Gaspar como candidato a vice-governador de sua chapa em Alagoas.

Desde então, o histórico político e jurídico do parlamentar voltou ao centro do debate. Além da representação que tramita no STF, Gaspar foi relator da proposta aprovada pela Câmara que suspendeu a ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), em decisão posteriormente revertida pelo Supremo. Também votou favoravelmente a projetos relacionados à anistia de envolvidos nos atos de 8 de janeiro e à redução de penas para condenados.

A defesa de Alfredo Gaspar sustenta que a acusação é falsa e afirma que o parlamentar buscará responsabilizar os autores das denúncias. Como o procedimento está sob sigilo, a PGR e o STF não divulgaram detalhes sobre as diligências determinadas nem estabeleceram prazo para a conclusão dessa etapa.

Concluídas as medidas solicitadas, a Polícia Federal deverá encaminhar novamente os autos à Procuradoria-Geral da República. Caberá então à PGR decidir se pede a abertura de inquérito, requer o arquivamento da representação ou solicita novas providências ao Supremo.

Fonte: ICL

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