O ex-deputado estadual Neno Razuk foi entregue à Polícia Federal nesta segunda-feira (3), após ser preso na Bolívia, onde estava foragido da Justiça brasileira. A prisão ocorreu depois que autoridades bolivianas realizaram a abordagem do ex-parlamentar, que passou a ser procurado após ter a prisão preventiva decretada no âmbito de investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO).

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou nota oficial sobre o procedimento de entrega do ex-deputado às autoridades brasileiras. Entretanto, imagens de Neno Razuk sob custódia passaram a circular em grupos de redes sociais.
O ex-parlamentar integrava a lista de difusão vermelha da Interpol, utilizada para localizar e prender pessoas procuradas internacionalmente. O mandado de prisão foi expedido após Neno Razuk perder o mandato de deputado estadual e, consequentemente, o foro por prerrogativa de função.
Investigação
Neno Razuk é investigado no âmbito da quarta fase da Operação Sucessione, deflagrada pelo GAECO. Na operação, realizada no ano passado, foram cumpridos mandados de prisão contra 20 pessoas, entre elas o ex-deputado Roberto Razuk e seus filhos, Rafael e Jorge Razuk.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPE), os investigados são acusados de integrar uma organização criminosa supostamente envolvida em crimes como organização criminosa, roubos, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e exploração ilegal de jogos de azar.
Segundo o GAECO, a investigação aponta que a organização seria liderada por Neno Razuk e teria atuado em diferentes práticas criminosas, incluindo assaltos contra motociclistas responsáveis pela arrecadação de valores do jogo do bicho, conhecidos como "recolhes". Conforme a denúncia, pelo menos três roubos com características semelhantes teriam sido praticados em 16 de outubro de 2023, utilizando armamento, mais de um veículo e a atuação coordenada de diversos envolvidos.
O Ministério Público também sustenta que os fatos investigados não seriam isolados e cita suposto histórico de envolvimento de integrantes da família Razuk com a exploração ilegal do jogo do bicho e outros crimes correlatos. As acusações integram ação penal que tramita na Justiça e ainda serão analisadas pelo Poder Judiciário.
A defesa dos investigados poderá apresentar sua versão dos fatos durante o andamento do processo. Até a publicação desta matéria, não havia manifestação pública da defesa de Neno Razuk sobre sua prisão e entrega às autoridades brasileiras.



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