Luso de Queiroz defende que ação dá “voz ao povo” e pede que desembargador Vilson Bertelli rejeite pedido de anulação feito pelas empresas de ônibus
A batalha jurídica pelo controle e fiscalização do transporte coletivo em Campo Grande ganhou um novo capítulo de forte apelo popular. Após o Consórcio Guaicurus acionar o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) para tentar anular a Ação Popular que tramita contra as empresas, o autor do processo, Luso de Queiroz, veio a público cobrar a manutenção da matéria na pauta do Judiciário.

Em declaração contundente, Luso fez um apelo direto ao relator do caso, o desembargador Vilson Bertelli, argumentando que o processo não visa o confronto destrutivo, mas sim a garantia de direitos básicos.
"Infelizmente o Consórcio Guaicurus pediu a anulação da nossa ação popular, uma ação que deu voz ao povo contra anos de mau serviço prestado. Por isso peço ao desembargador Vilson Bertelli para manter a ação viva. Era um instrumento democrático, popular", afirmou o autor.
Segundo ele, o objetivo da ação não é inviabilizar o sistema ou atacar a gestão municipal. "Não queremos prejudicar ninguém, nem a prefeitura, nem a concessionária. Só queremos, como cidadãos, usufruir do serviço com qualidade, um direito essencial, o direito de ir e vir. É só isso que queremos", pontuou.
Com a prefeitura conduzindo um processo administrativo de intervenção que pode durar até 180 dias, o papel da sociedade civil na Justiça se tornou um ponto de pressão crucial. Para Luso, extinguir o processo agora seria um erro estratégico para o futuro da cidade. "A ação precisa estar viva até o acordo final entre a sociedade organizada, o poder público e a concessionária", finalizou.




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