O fortalecimento da presença feminina no âmbito dos movimentos populares pela reforma agrária e em defesa da agricultura familiar terá mais um avanço no próximo sábado (11), quando será realizado o 9º Encontro das Mulheres Camponesas do Bolsão. Esta é a convicção do deputado federal e pré-candidato a senador Vander Loubet (PT) ao comentar o evento, cuja realização será no Centro Comunitário da Associação das Agricultoras e Agricultores do Assentamento Pontal do Faia, a 35 km de Três Lagoas.
“As brasileiras sempre cumpriram um papel fundamental na luta pela reforma agrária e pela agricultura familiar. Aqui em Mato Grosso do Sul, elas estão dando passos importantes no avanço de um processo de democratização da posse e do uso produtivo da terra, sem ferir regras constitucionais ou direitos consolidados por lei aos proprietários rurais”, salientou Vander.
A programação do evento prevê debates com o tema “Sementes Crioulas e Agrobiodiversidade”, feira de trocas, abordagens técnicas e laborais de agroecologia e economia solidária, além de apresentações culturais, entre as quais a Folia de Reis. A organização é da Associação Agroterra e do Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), que está em atividade no Brasil há 43 anos.
“O Brasil do governo Lula construiu e está implementando uma política pública de afirmação da democracia, dos direitos, da justiça e do combate às desigualdades. E a paz no campo precisa ser possível para que estes valores e condições sejam consolidados”, analisou Vander. Ele destaca a importância de gestos como o das prefeituras de cidades do Bolsão que estão cooperando com o encontro.
Para o deputado e pré-candidato a senador, a reforma agrária e a agricultura familiar devem atender às necessidades dos pequenos agricultores, mas sem interferir nas grandes escalas de produção. “Exatamente por isso, o governo Lula conta com parcerias institucionais, mobilizando os estados e os municípios, além do Ministério Público e do Poder Judiciário. É possível, sim, a paz no campo. Sem violência, sem esbulhos, à luz da lei e dos direitos inclusivos”, conclui.
Texto: Edson Moraes



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