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Valdemar enterra projeto de Pollon ao Senado e expõe derrota política do deputado dentro do PL
Valdemar enterra projeto de Pollon ao Senado e expõe derrota política do deputado dentro do PL


O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou em entrevista ao portal O Jacaré que os candidatos do partido ao Senado por Mato Grosso do Sul serão o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar. A definição representa um duro revés para o deputado federal Marcos Pollon (PL), que durante meses sustentou publicamente que seria o escolhido de Jair Bolsonaro para disputar a vaga.

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Segundo Valdemar, a decisão foi tomada com base em pesquisas internas realizadas pelo partido. Sem divulgar os números do levantamento, o dirigente afirmou que "a diferença do Contar para o Pollon é muito grande", encerrando a disputa interna que vinha sendo alimentada pelo parlamentar.

A declaração confirma aquilo que as pesquisas divulgadas nos últimos meses já indicavam. Em nenhum dos levantamentos de intenção de voto para o Senado, Pollon apareceu à frente de Capitão Contar ou de Reinaldo Azambuja. Enquanto Contar manteve desempenho competitivo nas sondagens por ter sido o candidato mais votado ao Governo do Estado no primeiro turno de 2022, Pollon não conseguiu transformar a projeção nacional conquistada junto ao bolsonarismo em liderança eleitoral em Mato Grosso do Sul.

Mesmo diante desse cenário, Pollon percorreu diversas cidades do Estado apresentando como principal credencial política um bilhete escrito por Jair Bolsonaro, no qual o ex-presidente manifestava apoio ao seu nome para disputar o Senado. O documento passou a ser exibido pelo deputado em agendas públicas e nas redes sociais como prova de que sua candidatura estava definida.

Em diversas entrevistas e publicações, Pollon afirmou que não existia "plano B". O parlamentar repetia que era um "soldado de Bolsonaro" e que cumpriria a missão recebida do ex-presidente, tratando sua candidatura como uma decisão consolidada.

Os acontecimentos, porém, seguiram outro caminho. Ainda no primeiro semestre, o senador Flávio Bolsonaro sinalizou que a definição das candidaturas dependeria de pesquisas internas e não apenas da preferência manifestada por Jair Bolsonaro. Agora, a direção nacional do PL oficializa Capitão Contar como o nome escolhido para a disputa ao Senado, deixando Pollon fora da composição anunciada pelo partido.

O episódio também evidencia divergências na condução política do grupo bolsonarista. Jair Bolsonaro tornou público seu apoio a Pollon, Michelle Bolsonaro era considerada uma das principais defensoras de sua candidatura dentro da estrutura nacional do partido, enquanto Flávio Bolsonaro defendia que a escolha fosse baseada em pesquisas. Ao final, prevaleceu a decisão da executiva nacional comandada por Valdemar Costa Neto.

A saída de Michelle Bolsonaro do comando do PL Mulher também altera o cenário interno da legenda. Considerada uma importante aliada de Pollon, sua saída reduz a influência de um dos principais apoios que o deputado possuía nas articulações nacionais.

Com a confirmação de Reinaldo Azambuja e Capitão Contar como candidatos ao Senado, Pollon sofre sua maior derrota política desde que ingressou no Congresso Nacional. O parlamentar, que tratava a candidatura ao Senado como prioridade e afirmava publicamente que a decisão estava tomada, vê a direção nacional do próprio partido optar por outro caminho.

Embora Pollon ainda não tenha anunciado oficialmente qual será seu próximo passo eleitoral, a definição do PL praticamente encerra o espaço político que o deputado ocupava na disputa interna pelo Senado e reforça a avaliação de que sua permanência na Câmara dos Deputados passa a ser o cenário mais provável para as eleições de 2026.

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