O ex-deputado federal e ex-secretário de Obras de Campo Grande, Edson Giroto, defendeu a adoção de novas medidas para ampliar o controle sobre contratos de manutenção viária após a deflagração da Operação Buraco Sem Fim, que investiga supostas irregularidades em contratos de tapa-buraco na Capital.

Em entrevista, Giroto afirmou que contratos desse tipo apresentam fragilidades na fiscalização e defendeu mudanças para reduzir a possibilidade de fraudes.
"A medição depende de um fiscal, de uma planilha e da boa-fé de quem registra. Quando não há boa-fé, o sistema não detecta sozinho. Precisamos mudar isso por lei", afirmou.
Segundo Giroto, uma das propostas é exigir o registro, com imagens georreferenciadas, do antes e do depois da execução dos serviços, armazenadas em um sistema público de consulta. Ele também defende auditorias técnicas periódicas em contratos de manutenção urbana e a criação de um cadastro nacional para ampliar o controle sobre empresas investigadas por irregularidades em contratos públicos.
As sugestões foram apresentadas por Giroto como medidas para fortalecer a fiscalização e prevenir novos casos semelhantes aos investigados na Operação Buraco Sem Fim.
Críticas à administração municipal
Durante a entrevista, Giroto também fez críticas à condução da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). Na avaliação dele, a utilização de bica corrida como medida emergencial para recuperação de vias não representa uma solução adequada para os problemas da malha viária.
O ex-secretário ainda afirmou que gestores públicos devem priorizar a administração da cidade em vez de projetos eleitorais.
"Quem vai para a secretaria pensando em candidatura acaba deixando a cidade em segundo plano", declarou.
Situação do Córrego Anhanduí
Em vídeo publicado nas redes sociais, Giroto também comentou a situação do Córrego Anhanduí, lembrando das obras de urbanização realizadas durante o período em que comandou a Secretaria Municipal de Obras.
Segundo ele, as intervenções transformaram áreas que anteriormente apresentavam ocupações precárias e problemas de infraestrutura.
"O que me entristece hoje é ver aquele fundo de vale abandonado", afirmou.
A Prefeitura de Campo Grande informou recentemente que pretende ampliar as equipes responsáveis pela manutenção das vias urbanas a partir de julho e aumentar a capacidade operacional em agosto.
Ao final, Giroto defendeu que a administração municipal preserve obras realizadas por gestões anteriores e priorize investimentos na manutenção da infraestrutura urbana.


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