Casos recentes em Nova Andradina e Campo Grande reacendem debate sobre políticas públicas de proteção às mulheres e combate à violência de gênero
O Mato Grosso do Sul voltou a registrar mais casos de feminicídio e reforçou um cenário alarmante de violência contra as mulheres no estado. Somente neste mês de maio, duas mulheres foram assassinadas em crimes investigados como feminicídio, elevando para 14 o número de vítimas em 2026.
Na última sexta-feira (15), Kelly Laura, de 44 anos, foi morta a tiros no bar onde trabalhava, em Nova Andradina. O principal suspeito do crime é Erik Lacerda Chagas.
Dias depois, na segunda-feira (18), Fabiola Marcotti, de 51 anos, também foi vítima de feminicídio em Campo Grande. Ela foi morta com um tiro na cabeça e o principal suspeito é o marido, João Jazbik Neto.
Os números reforçam a gravidade da violência de gênero em Mato Grosso do Sul. Dados apontam que 100% dos feminicídios registrados no estado em 2026 foram cometidos por homens. Além disso, cerca de 66% dos crimes aconteceram dentro da residência das vítimas, enquanto quase 90% dos autores eram companheiros ou ex-companheiros.
O cenário reacende o debate sobre a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, prevenção da violência doméstica e combate ao feminicídio. Entre as reivindicações levantadas por movimentos e lideranças está a criação de uma Secretaria Estadual da Mulher em Mato Grosso do Sul, com orçamento próprio, estrutura e ações específicas de enfrentamento à violência de gênero.
A sequência de feminicídios registrados em Mato Grosso do Sul evidencia que a violência contra a mulher continua sendo um dos principais desafios sociais e de segurança pública enfrentados pelo estado.




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