A Abecams (Associação dos Beneficiários da Cassems) apresentou proposta para elevar a receita da Caixa de Assistência dos Servidores Públicos de Mato Grosso do Sul e evitar o aumento de 1.185% na contribuição do cônjuge, que passará de R$ 35 para R$ 450 a partir de junho deste ano. No entanto, a alternativa precisará contar com a participação do Governo do Estado e das prefeituras.
De acordo com o presidente da entidade, Jeder Fabiano da Silva Bruno, a entidade reconhece os problemas de caixa do plano de saúde, mas classifica como “gestão temerária e abuso de confiança” o aumento de 1.185% no valor cobrado dos maridos e esposas dos titulares. A expectativa é de que a alta atinja 42 mil pessoas.
No documento, enviado à Cassems, ao Governo do Estado, à Assembleia Legislativa e à Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), a Abecams pede a “a anulação imediata da taxa de R$ 450,00 para cônjuges, por constituir abuso de confiança e gestão temerária”.
Pelos cálculos da associação, a proposta pode elevar a receita da Cassems e garantir superávit de R$ 25 milhões por ano. O Governo do Estado elevaria em 1,75 ponto percentual a sua contribuição para o plano de saúde, que chegaria a 7%.
Os titulares do plano teriam o acréscimo de 1% na contribuição atual com o plano de saúde. O mesmo percentual seria acrescido aos servidores municipais.
“A implementação de um Plano de Contingenciamento de Custos com corte integral de patrocínios e eventos festivos, programa de TV, publicidade em emissoras de tv, gastos com emissoras de rádios, jornais eletrônicos. Revisão de custos de mídia digital”, propõe a Abecams.
“A abertura de fiscalização e auditoria pela Assembleia Legislativa (ALEMS) sobre os números reais de sinistralidade por segmento e despesas administrativas da CASSEMS”, propõe.
Também pede a revisão dos gastos com terceirizados, que teve aumento de 234%, conforme o documento encaminhado às instituições.
O presidente da Cassems, Ricardo Ayache, afirmou que atualmente os cônjuges contribuem com R$ 61 milhões, mas o gasto com a assistência médica deles soma R$ 250 milhões por ano. O aumento na contribuição reduzir o déficit de R$ 189 milhões por ano.
Fonte: O Jacaré



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