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Câmara de Coxim aprova moção pedindo suspensão imediata do reajuste da Cassems
Câmara de Coxim aprova moção pedindo suspensão imediata do reajuste da Cassems

Documento assinado pela maioria dos vereadores será encaminhado à Cassems, Governo do Estado, Assembleia Legislativa e Ministério Público

A Câmara Municipal de Coxim aprovou nesta terça-feira (19) uma moção de repúdio com pedido imediato de suspensão do reajuste aplicado pela Cassems aos cônjuges dependentes dos servidores públicos estaduais.

O documento foi protocolado oficialmente durante sessão ordinária da Casa de Leis e será encaminhado à presidência da Cassems, ao governador do Estado, à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, ao Ministério Público Estadual e também às entidades representativas dos servidores públicos estaduais do município.

A moção classifica o reajuste como uma medida “extremamente preocupante” e afirma que o aumento é incompatível com a realidade financeira da maioria dos servidores estaduais.

No texto aprovado pelos parlamentares, o Legislativo municipal destaca que o reajuste superior a 1.000% “pegou milhares de famílias de surpresa”, além de apontar ausência de diálogo prévio com os beneficiários antes da decisão.

“O reajuste anunciado, superior a 1.000% (mil por cento), pegou milhares de famílias de surpresa, sem diálogo prévio efetivo, sem construção coletiva e sem qualquer sensibilidade social diante da realidade enfrentada pelos trabalhadores do serviço público”, diz trecho da moção.

Segundo a própria entidade, a medida foi adotada devido a um déficit atuarial estimado em R$ 189 milhões relacionado aos custos desse grupo de beneficiários.

A Cassems afirma que o reajuste busca preservar o equilíbrio financeiro do sistema e cita fatores como inflação médica, envelhecimento populacional, aumento da utilização do plano e crescimento de terapias de alto custo.

Nos últimos dias, servidores públicos, aposentados e representantes políticos passaram a se manifestar sobre o tema em diferentes regiões do Estado. Em Coxim, a pauta já mobiliza debates entre parlamentares e servidores afetados pela medida.

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