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Marcha da classe trabalhadora pelo fim da escala 6×1 será em 15 de abril
Marcha da classe trabalhadora pelo fim da escala 6×1 será em 15 de abril

Plenária nacional com mais de 200 participantes define calendário de mobilizações e reforça unidade entre movimentos, sindicatos e partidos para pressionar Congresso pela redução da jornada

Mais de 200 representantes de centrais sindicais, movimentos sociais, populares e partidos de esquerda participaram, nesta terça-feira (17), de plenária virtual que teve como objetivo central alinhar a articulação política nacional em torno da campanha pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial, definindo calendário unitário de mobilizações e estratégias de pressão sobre o Congresso Nacional. A principal mobilização será a Marcha da classe trabalhadora pelo fim da escala 6 x 1, no dia 15 de abril, em Brasília.

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Orientação política nacional

A coordenação da reunião, composta por Milton Rezende, da Executiva Nacional da CUT, e Juliana Donato, da Resistência/Frente Povo Sem Medo, explicou que o encontro surgiu a partir de um acúmulo de discussões. “A nossa ideia aqui é construir um ambiente de articulação e de orientação política nacional”, afirmou Milton.

Juliana complementou: “A pauta aqui é única, a construção da nossa luta contra a escala 6 por 1, pela redução da jornada sem redução de salários”.

Fórum das Centrais: marcha de 15 de abril em Brasília

Ronaldo Leite, secretário-geral da CTB (Central de Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil), representando o Fórum das Centrais Sindicais, anunciou que as centrais delimitaram ações para uma “marcha da classe trabalhadora” em Brasília no dia 15 de abril. “Nossa pretensão é que possamos reunir ao menos 10 mil pessoas em Brasília”, afirmou.

Segundo Ronaldo, a marcha terá como eixo central a redução da jornada de trabalho com o fim da escala 6×1, e as centrais já buscam “construir a infraestrutura necessária em Brasília para não só realizar o ato, como também realizar, na sequência, a marcha onde nós já estamos buscando construir a entrega desta pauta da classe trabalhadora, não só para o presidente Lula, como para os presidentes das casas legislativas”.

Frente Brasil Popular: 20 de março como data nacional de luta

Camila Moraes, secretária-geral da União Nacional dos Estudantes, falando pela Frente Brasil Popular, reforçou a importância da unidade entre as frentes para “expressar na prática, no cotidiano das nossas ações em cada um dos estados do nosso país, junto aos movimentos sociais, os movimentos populares, o movimento sindical, os partidos da esquerda brasileira, essa nossa tarefa histórica que foi atribuída a nós que é a unidade da classe trabalhadora”.

Camila propôs que o dia 20 de março seja consolidado como um dia nacional de luta e de mobilização pelo fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho sem a redução salarial.

Romper a polarização com pauta de maioria

Rui Rafael, coordenador nacional do MTST, representando a Frente Povo Sem Medo, destacou que “quando a gente está falando que mais de 71% da população brasileira apoia essa causa, a gente está dizendo que é possível avançar e muito mais, mas que a gente também rompeu essa polarização política que está posta na sociedade nos últimos anos”.

Partidos: engajamento na conjuntura eleitoral e internacional

Representantes dos partidos que compõem as frentes reforçaram o engajamento na campanha.

Nivaldo Santana, secretário Sindical do PCdoB, contextualizou a conjuntura internacional: “É guerra no Irã, o estrangulamento de Cuba e um fato importante que vai repercutir no Brasil foi essa reunião do Trump com os países dirigidos pela extrema direita, que criou o escudo das Américas”. Para ele, “a bandeira do fim da escala 6×1 é muito forte” e “nós achamos que na agenda de lutas deste primeiro semestre os partidos políticos, as centrais sindicais, as frentes, todos os nossos movimentos devem jogar pesado nesse ato do dia 15 de abril em Brasília”.

Resultados: calendário unitário e materiais de campanha

Ao final da plenária, a coordenação sintetizou os encaminhamentos:

20 de março: dia nacional de agitação e mobilização, com panfletagens, faixas e ações simbólicas em todo o país;
15 de abril: marcha da classe trabalhadora em Brasília, com entrega de pauta ao presidente Lula e às casas legislativas;
1º de maio: dia nacional de mobilização, com a pauta da redução da jornada como eixo central.
A coordenação também disponibilizou links para formulário de registro das atividades estaduais e drive com materiais unitários (panfletos, artes para redes sociais) para subsidiar a campanha nacional.

Próximos passos: replicar a unidade nos estados

A plenária demonstrou que, apesar das diferentes análises de conjuntura, há consenso sobre a centralidade da pauta da redução da jornada e sobre a necessidade de unidade de ação para transformar o apoio majoritário da população em vitória concreta no Congresso Nacional.

Fonte: Vermelho

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