Na segunda semana, bombardeios norte-americanos e israelenses provocam mais de 2 mil mortes entre os iranianos e deixam 12 mil feridos
A guerra desencadeada por ataques aéreos conjuntos dos EUA e Israel contra o Irã entrou em sua segunda semana e deixa um rastro de devastação com milhares de mortos e feridos em vários países. Os números de vítimas, compilados de relatórios oficiais de governos, avaliações da ONU e monitores independentes, revelam uma guerra assimétrica. O Irã sofre a maior parte das perdas. As autoridades locais relatam que as mortes podem ter chegado a 2.400, com até 12.000 feridos, predominantemente entre civis. A face mais trágica dessa ofensiva revela-se no massacre de inocentes: o bombardeio da escola de meninas em Minab que matou mais de 150 crianças, provocando repúdio internacional e pedidos urgentes de investigações por crimes de guerra.

Em Israel, o impacto foi significativamente menor, com registros variando entre 9 e 13 mortes e cerca de 1.400 feridos, em sua maioria leves. No Líbano, porém, o transbordamento das hostilidades já resultou em 394 mortes. O Ministério da Saúde libanês confirmou que 83 crianças estão entre os mortos, vítimas de ataques aéreos israelenses que já deslocaram centenas de milhares de pessoas. Enquanto o presidente Donald Trump reconhece as primeiras perdas americanas significativas — entre 6 e 8 soldados mortos em bases no Golfo e promete continuidade à guerra, as organizações humanitárias denunciam o colapso da infraestrutura básica na região.
A crise se estende por diversos países do Golfo. No entanto, o foco das violações permanece no território iraniano, onde o Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos (OHCHR) alerta para ataques sistemáticos a instalações de saúde e instituições de ensino. Até o momento, 14 unidades médicas foram atingidas no Irã, resultando na morte de quatro profissionais de saúde. Especialistas alertam que, enquanto a retórica de Washington foca no controle político sobre o futuro do Irã, o custo humano imediato é pago por uma geração inteira de crianças.
Fonte: Vermelho


Comentários