SEMED orienta atualização do documento para garantir embarque dos alunos; pais também relatam dificuldades recentes no serviço
A Prefeitura de Coxim, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), informou que pais e responsáveis têm até esta sexta-feira para regularizar as carteirinhas do transporte escolar dos estudantes da rede pública. A partir da próxima segunda-feira (9), o embarque nos veículos será permitido apenas para alunos que estiverem com o documento em dia.

De acordo com o comunicado da secretaria, a regularização deve ser feita presencialmente na sede da SEMED. O atendimento ao público ocorre no período da manhã, das 7h às 13h.
A Secretaria de Educação reforça que a carteirinha é um instrumento importante para o controle e a segurança do transporte escolar, permitindo identificar os estudantes autorizados a utilizar o serviço e garantindo que o atendimento seja direcionado exclusivamente aos alunos matriculados na rede pública.
A orientação da secretária municipal de Educação, Marly Nogueira, é para que as famílias não deixem a atualização para a última hora, evitando filas e possíveis transtornos no início da próxima semana.
Reclamações sobre o transporte
Enquanto a prefeitura orienta a regularização das carteirinhas, alguns pais também têm relatado dificuldades recentes no transporte escolar. Nesta semana, por exemplo, um dos ônibus que atendia estudantes apresentou problemas mecânicos, o que teria provocado superlotação em outro veículo que realizava a rota.
Segundo relato encaminhado à reportagem por uma mãe, inicialmente três ônibus deveriam atender os estudantes, mas apenas dois estariam operando nos últimos dias. Um deles já circulava com grande número de passageiros.
“Meu filho estava indo igual sardinha”, afirmou ao descrever as condições dentro do veículo.
Com a quebra do ônibus que já trafegava lotado, parte dos alunos teria ido a pé para a escola, enquanto outros não conseguiram comparecer às aulas.
Histórico recente
O transporte escolar já havia enfrentado dificuldades no município no final de 2025, quando motoristas chegaram a anunciar paralisação das atividades após atrasos nos repasses às empresas terceirizadas responsáveis pelo serviço.
À época, trabalhadores relataram atraso no pagamento de salários e outros direitos trabalhistas, o que levou à suspensão temporária de parte da frota.
Atualmente, conforme apurado pela reportagem, não há inadimplência formal acumulada, embora relatos indiquem que os pagamentos ainda estariam sendo realizados com atraso.



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