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Gaeco deflagra operação contra suspeita de fraudes em licitações na Prefeitura de Coxim
Gaeco deflagra operação contra suspeita de fraudes em licitações na Prefeitura de Coxim

Ação do MPMS apura irregularidades no setor de compras e contratos do município

O Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul) deflagrou na manhã desta quinta-feira (12) uma operação na Prefeitura de Coxim, no norte do Estado.

A ação apura possíveis irregularidades e fraudes em processos licitatórios ligados ao setor de compras e contratos do município. Até o momento, não foram divulgados oficialmente os nomes dos alvos, nem a quantidade de mandados cumpridos.

Operação “Grilagem de Papel”

Coxim já havia sido alvo de outra investigação do Ministério Público. Em maio de 2025, a prefeitura foi alvo da segunda fase da Operação Grilagem de Papel, que apurou a atuação de uma organização criminosa formada por servidores públicos e terceiros.

Segundo as investigações, o grupo teria fraudado a expedição de certidões de regularização fundiária de terrenos desocupados, mas com propriedade definida. A partir desses documentos, as áreas eram transferidas no Cartório de Registro de Imóveis para os próprios envolvidos, familiares ou terceiros, mediante pagamento de propina. A primeira fase da operação ocorreu em novembro de 2024.

Compras públicas já foram alvo de questionamentos

No ano passado, denúncias e questionamentos envolvendo compras públicas em Coxim já haviam sido levantados por um parlamentar local. Um dos casos citados foi a obra na Avenida Mato Grosso do Sul, que ficou interditada por mais de 30 dias.

Na época, a prefeitura alegou falta de tubos de concreto para justificar a paralisação, mas a apuração apontou suspeitas de compras diretas com dispensa de licitação, supostamente realizadas sem estudo técnico prévio ou projeto básico.

Ainda conforme a denúncia apresentada em sessão na Câmara, havia dúvidas sobre quem seria o fiscal dos contratos, se os tubos chegaram a ser entregues e onde estariam armazenados. O parlamentar também questionou a empresa fornecedora, cujo endereço informado teria sido verificado e apontado como sendo apenas uma residência, o que levantou suspeitas sobre a regularidade do fornecedor.

A reportagem segue acompanhando o caso e aguarda novas informações oficiais do Ministério Público sobre os alvos e o andamento da operação deflagrada nesta quinta-feira.

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