Presidente dos EUA ameaçou elevar de 10% para 25% as tarifas comerciais de 8 países para que aceitem a invasão do território da Dinamarca; europeus ressaltam defesa da soberania
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como forma de dar continuidade ao seu projeto imperialista, ameaçou, no último sábado (17), aumentar as tarifas comerciais de países europeus para pressioná-los a aceitar a anexação da Groenlândia por seu país.
O território, com cerca de 50 mil habitantes, pertence à Dinamarca e é alvo de interesse de Trump, que visa tomá-la à força para explorar o potencial mineral e energético. Ele também tenta coagir a população local com a sinalização de compra da maior ilha do mundo, localizada, em parte, no Ártico. O indicativo do norte-americano fez com que embaixadores europeus convocassem uma reunião de emergência neste domingo (18).
Os representantes dos oito países agredidos, Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos e Finlândia (membros da União Europeia), além de Noruega e Reino Unido, debateram a ameaça de Trump de elevar de 10% para 25%, em junho, as tarifas comerciais.
Na rede social X, o presidente francês, Emmanuel Macron, já havia se manifestado por uma resposta unida e contra qualquer intimidação.
“Os europeus vão responder de forma unida e coordenada, caso elas [aumento de tarifas] se confirmem. Saberemos fazer respeitar a soberania europeia”, escreveu o presidente francês na rede social X.
“Nenhuma intimidação ou ameaça poderá influenciar-nos, nem na Ucrânia, nem na Groenlândia, como em qualquer parte do mundo”, completou Macron.
Estes países, junto com a Eslovênia, enviaram militares à Groenlândia no âmbito de uma missão pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), entidade que se encontra em crise uma vez que os EUA e a Dinamarca fazem parte do grupo e “um ataque a um membro é um ataque a todos”.
De Assunção, no Paraguai, onde esteve na assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, reforçou que o bloco será firme na defesa do direito internacional, afastando qualquer ingerência dos EUA.
Após o encontro neste domingo, os oito países ameaçados divulgaram nota conjunta em que reafirmam a defesa da sua soberania e do Ártico.
“Continuaremos unidos e coordenados na nossa resposta. Estamos comprometidos em defender a nossa soberania”, traz o comunicado.
“Com base no processo iniciado na semana passada, estamos prontos para dialogar com base nos princípios da soberania e da integridade territorial, que apoiamos firmemente”, indicam os países ameaçados por Trump, que entendem que a chantagem norte-americana prejudica as relações transatlânticas.
Fonte: Vermelho





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