Ex-deputado afirma que decisão do STF tem motivação eleitoral e critica negativa de prisão domiciliar
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de promover perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após determinar sua transferência para a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília (DF), conhecida como Papudinha. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (15).

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Eduardo reagiu duramente à medida e classificou a transferência como injusta e desproporcional. Segundo ele, a decisão demonstra “insensibilidade” e teria como objetivo retirar Jair Bolsonaro do cenário político nacional.
“Alexandre de Moraes acaba de ordenar a transferência de Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para o presídio comum, a Papudinha. Isso demonstra, mais uma vez, a sua total insensibilidade. A gente sabe que Bolsonaro não cometeu crime algum, que não houve tentativa de golpe no Brasil, e que a prisão dele só serve para tirá-lo da corrida presidencial”, afirmou.
Eduardo Bolsonaro sustentou que a medida possui motivação eleitoral e busca limitar a influência política do ex-presidente. Para ele, a negativa de concessão de prisão domiciliar reforça esse entendimento. “A todo custo, Alexandre de Moraes quer impedir que Bolsonaro tenha influência sobre as eleições deste ano. Esse é o motivo real pelo qual ele não cede, mesmo sabendo que a prisão domiciliar já seria injusta”, disse.
O ex-deputado também comparou o caso com decisões anteriores do próprio STF, citando o ex-presidente Fernando Collor. Segundo Eduardo, em situações que considera menos graves, houve concessão de prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
Ao final do pronunciamento, Eduardo Bolsonaro fez um apelo político aos apoiadores. Ele destacou que o ano eleitoral será decisivo e defendeu o engajamento da população na escolha de parlamentares e lideranças alinhadas ao que chamou de “causa da liberdade”.
“Todos nós podemos fazer alguma coisa: eleger senadores comprometidos com essa causa e apoiar um presidente que não compactue com esse sistema. Se Deus quiser, o Brasil vai sair dessa ainda mais forte”, concluiu.

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