Presidente da Câmara foi beneficiado com reajuste mínimo enquanto maioria dos contribuintes enfrenta aumentos de até 396%
O IPTU 2026 da mansão do presidente da Câmara Municipal, Epaminondas Vicente Silva Neto, o Papy (PSDB), teve reajuste de apenas 5,32%, percentual anunciado pela prefeita Adriane Lopes. O índice contrasta com os aumentos aplicados a mais de 60% dos contribuintes da Capital, que chegaram a sofrer reajustes de até 396%.
Além de ter sido beneficiado com um dos menores reajustes, Papy acumula uma dívida de aproximadamente R$ 102,6 mil referente ao não pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de exercícios anteriores. Mesmo ocupando um dos cargos mais importantes do Legislativo municipal, o parlamentar não regularizou a situação do imóvel.
O caso chama atenção em meio à forte repercussão negativa do aumento do IPTU em Campo Grande, que motivou questionamentos de entidades, ações judiciais e mobilização na Câmara Municipal para barrar os reajustes considerados abusivos.
Enquanto milhares de moradores relatam dificuldades para arcar com os novos valores do imposto, o imóvel de alto padrão pertencente ao presidente do Legislativo recebeu correção mínima, ampliando o debate sobre critérios adotados pela Prefeitura e a equidade na cobrança do tributo.



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