Nome de peso do agronegócio brasileiro, com forte influência no interior de Mato Grosso do Sul e madrinha política da prefeita Adriane Lopes (PP), a senadora Tereza Cristina (PP) tem se mostrado ativa em praticamente todos os debates nacionais. Opina sobre escândalos bancários, critica o governo Lula, comenta conflitos internacionais e, mais recentemente, chegou a se manifestar sobre a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
No entanto, quando o assunto é Campo Grande, capital do Estado e administrada pelo seu próprio partido, o silêncio chama atenção e incomoda. Em meio a uma cidade marcada por ruas tomadas por buracos, infraestrutura precária, serviços públicos falhos e crescente insatisfação popular, não há qualquer posicionamento público da senadora sobre a condução da gestão municipal.
A capital sul-mato-grossense vive um dos momentos mais difíceis dos últimos anos. Moradores reclamam diariamente da falta de manutenção viária, da precariedade no transporte público, de problemas na saúde e de uma administração considerada por muitos como distante da realidade da população. Ainda assim, não há registros de críticas, cobranças ou sequer gestos de apoio institucional por parte de Tereza Cristina à prefeita que ajudou a eleger.
O contraste é evidente: enquanto a senadora se mostra combativa e presente nos debates nacionais, especialmente quando envolvem adversários políticos, opta por um silêncio absoluto diante dos problemas que afetam diretamente a população de Campo Grande. A ausência de posicionamento levanta questionamentos sobre o compromisso com a capital e reforça a percepção de que a cidade tem sido deixada em segundo plano dentro das prioridades políticas do próprio grupo que a governa.
Para muitos campo-grandenses, o silêncio não é neutro é um recado. E, diante do cenário de abandono e má administração, esse silêncio tem soado cada vez mais alto.





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