Retórica expansionista acende alertas e leva multidões às ruas
Depois de liderar a operação que resultou no sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a gerar forte repercussão internacional ao declarar interesse em exercer controle ou influência direta sobre países e territórios como Cuba, Groenlândia, Colômbia e México.
As declarações, feitas dias após a ação militar considerada ilegal por diversos governos e organismos internacionais, reforçam um discurso expansionista que tem sido amplamente criticado por líderes políticos, analistas e entidades de defesa do direito internacional. Para especialistas, a postura de Trump representa uma escalada perigosa de intervenções unilaterais, em desacordo com princípios básicos de soberania nacional.
A reação popular foi imediata. Cidades norte-americanas registraram protestos contra a invasão e o sequestro do líder venezuelano, com manifestantes denunciando o uso da força como instrumento de política externa. Na Venezuela, atos tomaram as ruas em defesa da soberania do país e contra o que os participantes classificam como “imperialismo norte-americano”.
Governos da América Latina e da Europa também se posicionaram de forma crítica. Em notas oficiais, autoridades alertaram que o precedente aberto pela ação dos Estados Unidos pode desestabilizar ainda mais a região e agravar tensões diplomáticas globais.
Organizações internacionais avaliam que as falas de Trump sobre controlar outros países ultrapassam o campo retórico e indicam uma tentativa de normalizar intervenções diretas, o que pode resultar em sanções, isolamento diplomático e novos conflitos.
Enquanto isso, cresce a pressão para que os Estados Unidos prestem esclarecimentos formais à comunidade internacional sobre a operação que resultou no sequestro de Maduro e sobre as recentes declarações que colocam em xeque o equilíbrio geopolítico mundial.




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