Em discurso duro, diplomata russo faz acusações graves e alerta que o caso pode mudar o rumo da política mundial
O governo da Rússia reagiu com duras críticas à ação dos Estados Unidos envolvendo o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Para Moscou, a atitude americana “chocou o mundo” e representa um retrocesso para uma época marcada pela força e pela falta de respeito às leis internacionais.

O embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, afirmou que o episódio é um “assalto contra o líder da Venezuela” e classificou a ação como um crime cometido de forma cínica pelos Estados Unidos. Segundo ele, os EUA estariam tentando impor sua vontade sobre outros países por meio da força.
Nebenzya também pediu que Maduro seja libertado imediatamente e alertou para o que chamou de comportamento perigoso dos norte-americanos. “Esse é o mundo que eles querem impor, e é um mundo horrível”, declarou o diplomata, que não poupou palavras ao chamar o ato de “bandidagem”.
De acordo com o representante russo, os Estados Unidos nem tentam mais esconder seus objetivos. Para ele, o verdadeiro interesse está nos recursos naturais da Venezuela. “Eles querem mandar e controlar tudo, principalmente as riquezas”, afirmou.
O embaixador foi direto ao classificar a postura do ex-presidente Donald Trump como uma forma de neocolonialismo e imperialismo. Segundo ele, esse tipo de ação não afeta apenas a Venezuela, mas serve de alerta para toda a região e para o mundo.
Nebenzya ainda criticou países que se mantêm em silêncio diante do episódio. Para ele, não reagir é agir com covardia. “Não podemos permitir que os Estados Unidos se coloquem como juízes supremos do mundo”, concluiu.


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