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Governo do RJ colocou R$ 1 bilhão da aposentadoria dos servidores em banco que faliu
Governo do RJ colocou R$ 1 bilhão da aposentadoria dos servidores em banco que faliu

Governo ignorou alertas e aplicou dinheiro da aposentadoria em instituição que acaba de falir

A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A prisão aconteceu logo após o Banco Central decretar a liquidação da instituição — na prática, o banco quebrou.

E essa história teria tudo para ser apenas mais uma crise no sistema financeiro… se não tivesse dinheiro público envolvido.

O problema é grave: o governo Cláudio Castro colocou cerca de R$ 1 bilhão do Rioprevidência — o dinheiro da aposentadoria dos servidores estaduais — justamente nesse banco que agora faliu.

Sem garantia e com alerta ignorado

O mais assustador é que não faltou aviso.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) já tinha alertado sobre o risco desse investimento. Mesmo assim, o governo seguiu adiante.

E tem mais um detalhe importante:
Os investimentos feitos no Banco Master não têm cobertura do FGC (o Fundo Garantidor de Créditos), aquele que devolve até R$ 250 mil por pessoa em caso de quebra. Ou seja: se der prejuízo, não tem garantia de ressarcimento automático.

235 mil famílias podem ser afetadas

O Rioprevidência é o fundo que guarda o dinheiro da aposentadoria de mais de 235 mil servidores do Estado do Rio gente que trabalhou a vida inteira e depende desses recursos no futuro.

Colocar quase um bilhão de reais num banco menor e já considerado de risco colocou em jogo o futuro de todas essas famílias.

O que diz o governo?

O Rioprevidência afirma que, na época do investimento, o Master tinha uma boa avaliação de risco e que tudo foi feito dentro das regras. Diz também que, depois do alerta do TCE, não fez novos aportes.

Mesmo assim, o fato é que o dinheiro já estava lá e agora o banco está em liquidação.

E agora? Quem paga a conta?

Com a falência do Banco Master, a grande dúvida é:
o dinheiro da aposentadoria dos servidores vai voltar?

E, se houver prejuízo:
quem será responsabilizado por colocar um recurso tão importante em um investimento arriscado?

Enquanto essas respostas não chegam, cresce a cobrança por investigação e transparência. Os servidores querem e têm todo o direito de saber o que aconteceu com o dinheiro que deveria garantir o futuro deles.

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