PGR acusou Trutis pelos crimes de comunicação falsa de crime, porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo ao denunciar próprio atentado
Dos 11 ministros que compõem o Pleno do STF (Supremo Tribunal Federal) – incluindo o presidente – quatro já votaram contra o deputado federal bolsonarista Loester Trutis (PL-MS) no processo sobre ter forjado próprio atentado a bala, em fevereiro de 2020.
A relatora do processo e atual presidente do STF, ministra Rosa Weber, vou para tornar o parlamentar em réu. Acompanhou o voto da relatora os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Ricardo Lewandowski.
O julgamento começou na sexta-feira passada e deve terminar no próximo dia 15 de agosto. Até lá o deputado Loester Trutis acredita conseguir reverter o placar a seu favor. Mas caso o processo siga adiante, o parlamentar diz acreditar que será uma oportunidade para esclarecer os fatos. Trutis atribui o andamento do processo a um movimento do judiciário contra o presidente Jair Bolsonaro (PL).
A PGR (Procuradoria-Geral da República) o acusou pelos crimes de comunicação falsa de crime, porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo. Em seu voto, Rosa Weber disse ver indícios de que o deputado tentou explorar o episódio politicamente para promover bandeiras como porte de armas e a autodefesa por civis.
Próprio atentado
O caso começou a ser investigado em novembro do ano passado, quando o deputado bolsonarista afirmou ter sido vítima de uma “emboscada” na rodovia BR-060, entre Sidrolândia e Campo Grande. O carro que era dirigido pelo assessor Ciro Nogueira Fidelis foi atingido por tiros nos vidros traseiros e na lateral.
O próprio parlamentar postou imagens do veículo nas redes sociais e se dirigiu à Superintendência da Polícia Federal, onde formalizaram a denúncia de suposta tentativa de homicídio. No entanto, o parlamentar passou a investigado. Segundo a Polícia Federal, o atentado não ocorreu, portanto, não houve crime contra ele.
Fonte: Primeira Página



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