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Simone Tebet é cotada para comandar o Itamaraty e pode ampliar presença de MS no governo Lula
Simone Tebet é cotada para comandar o Itamaraty e pode ampliar presença de MS no governo Lula

Ex-ministra do Planejamento é mencionada nas articulações para chefiar as Relações Exteriores; se confirmada, indicação poderá colocar uma sul-mato-grossense pela primeira vez à frente da diplomacia brasileira

A sul-mato-grossense Simone Tebet (PSB) está entre os nomes cotados para assumir o Ministério das Relações Exteriores no próximo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A possibilidade coloca Mato Grosso do Sul em evidência nas articulações para a formação da nova equipe ministerial e abre espaço para uma mudança histórica na diplomacia brasileira: a nomeação da primeira mulher para comandar o Itamaraty.

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A movimentação ganhou força após a Associação de Mulheres Diplomatas Brasileiras (AMDB) encaminhar uma carta a Lula defendendo que uma mulher seja escolhida para chefiar o ministério. Embora a entidade não tenha indicado um nome específico, Simone aparece entre as possibilidades discutidas nos bastidores de Brasília.

Natural de Três Lagoas, a política construiu parte importante de sua trajetória em Mato Grosso do Sul e já ocupou uma posição de destaque no governo federal. Entre janeiro de 2023 e março de 2026, comandou o Ministério do Planejamento e Orçamento, participando da condução das políticas de planejamento e da organização dos recursos públicos do país.

A eventual escolha para o Ministério das Relações Exteriores representaria um novo capítulo na trajetória política de Simone e a possibilidade de retorno ao primeiro escalão do governo Lula, agora à frente de uma pasta estratégica para as relações diplomáticas, a política externa e a representação dos interesses brasileiros no cenário internacional.

No Senado, Simone também marcou sua trajetória ao se tornar a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Sua carreira inclui ainda a disputa pela Presidência da República em 2022, quando terminou em terceiro lugar e, posteriormente, declarou apoio a Lula no segundo turno.

Possível nomeação ainda depende de decisão de Lula

Apesar das articulações, não há confirmação oficial sobre quem comandará o Ministério das Relações Exteriores no próximo mandato. A definição dependerá da escolha do presidente e das discussões para a composição da nova equipe de governo.

Caso seja indicada, Simone poderá se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo de chanceler do Brasil, ampliando a presença feminina em uma das posições mais relevantes da administração federal.

Para Mato Grosso do Sul, a possibilidade também mantém uma liderança política nascida no Estado entre os nomes considerados para uma função de projeção nacional e internacional.

Fonte: INVESTIGA MS

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