Decisão das cúpulas do PP e do União Brasil fortalece a continuidade do atual presidente do Senado e frustra a pretensão da senadora sul-mato-grossense de comandar a Casa
A Federação União Progressista declarou apoio à reeleição do senador Davi Alcolumbre (União-AP) à Presidência do Senado Federal e do Congresso Nacional. O posicionamento contraria os planos da senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP), que tem interesse em comandar a Casa Legislativa.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (27), por meio de uma nota assinada por Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, e Ciro Nogueira, presidente nacional do PP. No documento, os dirigentes defenderam a continuidade de Alcolumbre, destacando sua capacidade de articulação política, diálogo e construção de consensos.
“Entendemos que a continuidade de sua liderança representa estabilidade institucional e o equilíbrio político de que o Brasil precisa para seguir avançando nas pautas de interesse da população”, afirma o comunicado.
A manifestação representa um revés para Tereza Cristina, que, apesar de ocupar a vice-presidência nacional do PP, não conseguiu fazer prevalecer sua preferência nessa articulação. Com o apoio oficial da federação a Alcolumbre, a senadora perde espaço na disputa interna por influência sobre os rumos do Senado.
Planos políticos encontram resistência
A decisão se soma às dificuldades enfrentadas por Tereza Cristina em outras articulações políticas nacionais. A senadora também teve seu nome envolvido nas discussões sobre a composição de uma eventual chapa presidencial encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL), na qual chegou a ser cogitada para a vice-presidência.
Na nota, os dirigentes do União Brasil e do PP justificaram o apoio a Alcolumbre com base na parceria política entre as siglas e na avaliação de que o senador tem condições de manter a estabilidade institucional e a independência do Parlamento.
“A experiência e a liderança de Davi Alcolumbre, demonstradas na condução do Senado Federal e do Congresso Nacional, especialmente em momentos de grandes desafios políticos, reafirmam sua capacidade de promover o diálogo, construir consensos e preservar a independência do Parlamento e a harmonia entre os Poderes”, diz outro trecho do comunicado.
A eleição para a Presidência do Senado está prevista para fevereiro de 2027. Embora o apoio da federação fortaleça Alcolumbre, a manifestação não representa, por si só, uma proibição formal à eventual candidatura de Tereza Cristina.
O episódio evidencia as dificuldades da senadora para obter respaldo das direções partidárias em suas pretensões nacionais, mesmo ocupando uma posição de destaque na estrutura do PP.



Comentários