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Derrotado por 4,4 milhões de votos, Flávio Bolsonaro questiona resultado das urnas
Derrotado por 4,4 milhões de votos, Flávio Bolsonaro questiona resultado das urnas

Assim como o pai em 2022, senador contesta o resultado eleitoral; levantamento aponta que apenas 35,5 mil votos foram registrados após as 17h

Flávio Bolsonaro (PL) foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos no segundo turno das eleições presidenciais. Lula obteve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador.

Um levantamento baseado nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou que 35.521 votos foram registrados após as 17h, horário inicialmente previsto para o encerramento da votação. O número representa uma pequena parcela diante da diferença entre os candidatos.

O registro ocorreu após uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que autorizou a extensão do horário de votação até as 19h nas seções que ainda estivessem abertas. A medida foi adotada após relatos de dificuldades enfrentadas por eleitores em diferentes estados.

Flávio quer anular a eleição

Após a confirmação da vitória de Lula, Flávio Bolsonaro contestou a decisão judicial e anunciou que recorreria à Justiça para tentar anular o resultado.

“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, declarou o senador.

A declaração ocorreu apesar da diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos entre os candidatos. Os registros posteriores às 17h, por si só, não comprovam fraude nem demonstram que o resultado tenha sido alterado.

TSE defendeu a segurança da apuração

O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, confirmou o resultado e afirmou ter segurança no processo eleitoral. Segundo ele, as urnas que já haviam encerrado a votação não poderiam ser reabertas, o que levou o tribunal a bloquear temporariamente o recebimento dos boletins de urna durante a interrupção da totalização.

O levantamento analisou os registros de funcionamento de 497.897 seções eleitorais. Esses arquivos, conhecidos como logs das urnas, permitem identificar horários de eventos relacionados à votação, mas não revelam em quem cada eleitor votou.

Assim, o dado de 35.521 votos registrados após as 17h precisa ser compreendido no contexto da extensão autorizada para as seções que ainda estavam abertas, e não como prova isolada de irregularidade eleitoral.

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