Simulações eleitorais apontam possíveis mudanças nas cadeiras envolvendo Jamilson Name, Lídio Lopes e Márcio Fernandes; alterações dependem de decisões da Justiça
A composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) poderá passar por mudanças em razão de processos judiciais envolvendo candidaturas e investigações eleitorais. Os casos de Jamilson Name (PP), Lídio Lopes (Avante) e Márcio Fernandes (PL) estão entre os que podem influenciar a distribuição das 24 cadeiras da Casa.
Um levantamento publicado pelo portal Investiga MS, apresenta simulações sobre como a composição parlamentar poderia mudar conforme os desfechos dos processos.
As projeções consideram situações distintas, como a eventual validação dos votos de Jamilson Name e possíveis decisões judiciais relacionadas às suspeitas de compra de votos envolvendo Lídio Lopes e Márcio Fernandes.
Caso Jamilson Name pode alterar vaga do PL
Jamilson Name recebeu 35.211 votos nas eleições estaduais de 4 de outubro, mas teve o registro de candidatura indeferido por decisão individual de um ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com isso, os votos não foram considerados válidos para a composição inicialmente divulgada.
Caso a decisão seja revertida pelo colegiado do TSE, a validação dos votos poderá modificar o cálculo eleitoral e a distribuição das cadeiras. Nesse cenário, Márcio Fernandes, do PL, poderá perder a vaga para Jamilson.
O caso é diferente dos demais porque envolve uma disputa sobre o registro da candidatura, e não uma condenação por compra de votos.
Investigações envolvendo Lídio Lopes e Márcio Fernandes
Lídio Lopes e Márcio Fernandes aparecem nas simulações em razão de investigações relacionadas a suspeitas de compra de votos. Eventuais consequências eleitorais dependerão da apuração dos fatos, das decisões judiciais e dos efeitos que elas produzirem sobre a votação.
No caso de Lídio Lopes, o Investiga MS relata que, em 1º de outubro, a Polícia Militar de Iguatemi prendeu em flagrante o ex-vereador de Mundo Novo José Antônio Pires de Souza, conhecido como Zé Bocão.
Segundo a reportagem, ele estava com aproximadamente R$ 130 mil em dinheiro e materiais de campanha de Lídio Lopes. O ex-vereador também estava nomeado no gabinete do deputado.
A apreensão foi relatada no contexto da investigação, mas não comprova, por si só, que o parlamentar tenha cometido irregularidade. É necessário distinguir os fatos apurados pelas autoridades de eventual responsabilidade individual dos envolvidos.
Junior Mochi e Silvio Pitu aparecem entre os possíveis beneficiados
Nas simulações divulgadas, o deputado Junior Mochi (MDB) aparece como possível beneficiado em cenários nos quais a perda de votos de candidatos eleitos modifica a distribuição das cadeiras.
O vereador de Campo Grande Silvio Pitu (PSDB) também é citado em projeções que consideram alterações na composição parlamentar.
Os nomes que poderiam assumir as vagas variam de acordo com a combinação dos resultados judiciais e com a aplicação das regras do sistema proporcional. Por isso, não existe uma substituição única que possa ser confirmada para todos os cenários.
Mudanças ainda dependem da Justiça
Até que haja decisões com efeitos sobre os resultados eleitorais, as alterações descritas permanecem no campo das possibilidades. Investigações não equivalem a condenações, e eventuais mudanças na Assembleia dependem da análise dos processos e dos cálculos oficiais da Justiça Eleitoral.





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