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Lídio Lopes exonera assessor preso com R$ 127 mil sob suspeita de compra de votos em MS
Lídio Lopes exonera assessor preso com R$ 127 mil sob suspeita de compra de votos em MS

José Antônio Pires de Souza, conhecido como Zé Bocão, foi preso em 30 de setembro; exoneração foi publicada nove dias depois, com efeitos retroativos ao dia seguinte à prisão

O deputado estadual Lídio Lopes (Avante) exonerou o assessor parlamentar José Antônio Pires de Souza, conhecido como Zé Bocão, preso em 30 de setembro, em Mato Grosso do Sul, com R$ 127 mil em dinheiro. A ocorrência foi registrada sob suspeita de compra de votos, conforme informações atribuídas à Polícia Militar.

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A exoneração foi publicada no Diário Oficial da Assembleia Legislativa em 9 de outubro, com efeitos retroativos a 1º de outubro, segundo o ato administrativo. Até a data da publicação, o assessor ocupava um cargo comissionado no gabinete de Lídio Lopes, com remuneração mensal de R$ 2.983,49.

De acordo com as informações divulgadas sobre a ocorrência, Zé Bocão, ex-vereador de Mundo Novo, teria oferecido R$ 5 mil aos policiais militares para tentar evitar os desdobramentos da abordagem. A Justiça Eleitoral fixou fiança para a concessão de sua liberdade.

Dinheiro apreendido e investigação eleitoral

O montante de R$ 127 mil apreendido com o assessor chamou a atenção pelo valor. Informações divulgadas sobre o caso também mencionaram a presença de materiais de campanha eleitoral relacionados a Lídio Lopes.

A apreensão, por si só, não comprova que todo o dinheiro seria destinado à compra de votos nem estabelece responsabilidade criminal do parlamentar. A origem dos recursos e sua eventual relação com a campanha eleitoral precisam ser esclarecidas pelas autoridades competentes.

Exoneração foi formalizada em outubro

Embora a exoneração tenha sido publicada em 9 de outubro, o ato estabeleceu efeitos administrativos a partir de 1º de outubro, um dia após a prisão. A distinção entre a data de vigência e a data de publicação é relevante para compreender a sequência dos acontecimentos.

O caso envolve suspeitas relacionadas à legislação eleitoral e deve ser analisado à luz dos registros policiais e das decisões judiciais. A existência de uma prisão ou de uma autuação não equivale, por si só, a uma condenação.

A reportagem deve incluir o posicionamento de Lídio Lopes sobre a exoneração, a apreensão do dinheiro e a eventual relação dos recursos com a campanha eleitoral. Caso não haja resposta até o fechamento, essa informação deverá ser registrada no texto.

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