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Pesquisa aponta cenário inédito e MS pode dobrar recorde histórico de mulheres na Câmara Federal
Pesquisa aponta cenário inédito e MS pode dobrar recorde histórico de mulheres na Câmara Federal

Rose Modesto, Mara Caseiro, Camila Jara e Viviane Luiza aparecem entre os nomes mais citados em diferentes federações na reta final da disputa pelas oito vagas do Estado

Mato Grosso do Sul pode viver, nas eleições deste ano, um cenário inédito na história de sua representação na Câmara dos Deputados. Uma nova pesquisa do Instituto Ranking Brasil coloca quatro mulheres entre os nomes mais citados para as oito vagas destinadas ao Estado em Brasília: Rose Modesto, Mara Caseiro, Camila Jara e Viviane Luiza.

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O levantamento foi realizado entre os dias 27 e 30 de setembro, ouviu 2 mil pessoas em 30 municípios de Mato Grosso do Sul e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais. A pesquisa está registrada sob os números BR-09749/2026 e MS-09269/2026.

No levantamento espontâneo, Rose Modesto aparece com 4,4% entre os candidatos da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Ela é seguida por Dagoberto Nogueira, Carlos Bernardo e Luiz Ovando, que aparecem com 3,3% cada.

No PL, a liderança entre os nomes apresentados pela pesquisa é da deputada estadual Mara Caseiro, com 4,2%, à frente dos deputados federais Marcos Pollon, com 3,5%, e Rodolfo Nogueira, com 3,3%.

Pela Federação PT, PV e PCdoB, a deputada federal Camila Jara aparece com 2,8%, superando o vereador Marquinhos Trad, que registra 2,2%.

Já na Federação PSDB e Cidadania, a ex-secretária estadual Viviane Luiza aparece com 1,9%, empatada numericamente com o vereador Professor Juari.

Um cenário que seria inédito para o Estado

A eventual eleição das quatro candidatas representaria uma mudança histórica na composição da bancada sul-mato-grossense na Câmara.

Desde a criação de Mato Grosso do Sul, o Estado nunca elegeu mais de duas mulheres simultaneamente para as oito cadeiras de deputada e deputado federal.

A primeira mulher eleita para representar Mato Grosso do Sul na Câmara foi Marilu Guimarães, em 1990. Em 1994, o Estado elegeu duas mulheres: Marilu e Marisa Serrano, estabelecendo naquele momento o maior número de representantes femininas eleitas simultaneamente. 

O número voltou a chegar a duas mulheres nas eleições de 2018, quando Rose Modesto e Tereza Cristina foram eleitas para a Câmara. Posteriormente, com a licença de Tereza Cristina, que assumiu o Ministério da Agricultura, Bia Cavassa chegou a ocupar uma cadeira na Câmara como suplente.

Em 2022, entretanto, Camila Jara foi a única mulher eleita entre as oito vagas de Mato Grosso do Sul, segundo registro da própria Câmara dos Deputados.

Dessa forma, se quatro mulheres forem eleitas em 2026, o Estado passará de um máximo histórico de duas representantes eleitas simultaneamente para quatro o dobro do recorde registrado até hoje.

Quatro mulheres em quatro agrupamentos

Outro aspecto que chama atenção no levantamento é que as quatro candidaturas aparecem distribuídas por diferentes federações.

Rose Modesto lidera dentro da União Progressista; Mara Caseiro aparece na primeira colocação entre os nomes do PL; Camila Jara lidera na Federação PT, PV e PCdoB; e Viviane Luiza aparece entre os nomes mais citados da Federação PSDB e Cidadania.

O cenário, portanto, não depende de uma única chapa ou de um único campo partidário. As quatro candidaturas estão inseridas em diferentes disputas proporcionais pelas oito cadeiras disponíveis.

Ainda assim, o resultado coloca a representação feminina no centro da disputa na reta final e abre a possibilidade de uma composição da bancada federal sul-mato-grossense que seria inédita na história do Estado.

Disputa pelas oito vagas

Além das quatro mulheres, a pesquisa apresenta nomes de diferentes partidos e federações que aparecem na disputa pelas oito cadeiras de Mato Grosso do Sul.

No Republicanos, Beto Pereira aparece com 2,3%, seguido por Jaime Verruck, com 2,2%, e Isa Marcondes, com 2%.

No MDB, Sandro Azambuja registra 1,3%, enquanto no Avante Ruy Spíndola aparece com 0,6%.

Segundo o Instituto Ranking, os demais partidos e federações não alcançaram, no levantamento, citações suficientes para indicar uma cadeira. A pesquisa registrou ainda 17% de votos brancos e nulos e 18% de eleitores que não souberam ou não responderam.

Com poucos dias para a votação, a disputa pelas oito cadeiras permanece aberta e o resultado das urnas definirá se o Estado terá, pela primeira vez, uma bancada federal formada por quatro mulheres um número que, caso confirmado, representaria o dobro do maior contingente feminino já eleito simultaneamente para a Câmara dos Deputados por Mato Grosso do Sul.

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