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Daniel Lemes, Fábio Trad, Catan e Renato Gomes fazem críticas diretas a Riedel em debate marcado por confrontos
Daniel Lemes, Fábio Trad, Catan e Renato Gomes fazem críticas diretas a Riedel em debate marcado por confrontos

Oito candidatos ao Governo de MS se enfrentaram em debate do Midiamax; questão indígena, corrupção, segurança, impostos e gestão pública estiveram entre os principais pontos de tensão

O primeiro debate com os oito candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul foi marcado por confrontos diretos, críticas à atual administração estadual e propostas diferentes para áreas como saúde, segurança, educação, economia e meio ambiente. Realizado na noite desta segunda-feira (21), no auditório do Crea-MS, em Campo Grande, o encontro teve Daniel Lemes (PCO), Fábio Trad (PT), João Henrique Catan (Novo) e Renato Gomes (DC) entre os candidatos que fizeram críticas mais diretas ao governo de Eduardo Riedel (PP).

A questão indígena produziu um dos momentos mais contundentes da noite. Candidato indígena pelo PCO, Daniel Lemes questionou Riedel sobre as políticas destinadas aos povos originários e afirmou que seu governo não seria “genocida”, em referência à atual administração. Na sequência, acusou o governador de responsabilidade pela violência contra indígenas em Mato Grosso do Sul e afirmou que Riedel seria “assassino de indígena”.

A fala provocou reação de Riedel, que recebeu direito de resposta. O governador lamentou as declarações e afirmou que sua administração vem desenvolvendo políticas públicas nas comunidades indígenas, citando investimentos em habitação, infraestrutura e abastecimento de água.

Daniel já havia abordado a questão indígena no início do debate, quando questionou Catan sobre segurança para as comunidades e afirmou que os povos originários convivem com violência durante o atual governo.

Fábio Trad mira gestão estadual

Fábio Trad também adotou uma postura de confronto com Riedel durante o debate. O candidato do PT direcionou críticas para áreas como educação, segurança e transparência e questionou ações da atual administração.

Entre os pontos levantados esteve o Fundersul, além de questionamentos sobre problemas enfrentados pelo Estado e sobre investigações envolvendo setores da administração.

A atuação de Trad colocou a atual gestão no centro de diferentes questionamentos ao longo do encontro, especialmente quando o candidato relacionou problemas de serviços públicos e transparência à necessidade de mudança na administração estadual.

Catan questiona estrutura do Estado

João Henrique Catan também apresentou críticas ao funcionamento da máquina pública e defendeu mudanças estruturais na administração.

Durante o debate, o candidato do Novo abordou questões relacionadas à segurança, à situação dos povos indígenas e à estrutura econômica do Estado. Em suas considerações finais, afirmou que sua candidatura representa o desafio de “enfrentar a máquina pública”.

Catan também defendeu propostas como a criação de uma agência estadual de mineração e estruturas públicas para produção de concreto e asfalto, argumentando que o Estado poderia reduzir sua dependência de empresas privadas.

Renato Gomes coloca corrupção e impostos no centro

Renato Gomes concentrou parte de sua participação nas críticas à corrupção e à carga tributária.

O candidato do DC defendeu a redução de impostos e apresentou a proposta de criação de um banco estadual de crédito, com capacidade de operar uma carteira de financiamentos superior aos recursos inicialmente aportados pelo governo.

Durante o debate, também defendeu auditorias e criticou a presença de integrantes da administração envolvidos em operações policiais, além de fazer um apelo para que os eleitores não vendam seus votos.

Em outro momento, Renato relacionou sua crítica ao governo estadual à administração da Prefeitura de Campo Grande, comandada por Adriane Lopes, que recebeu apoio político de Riedel.

Riedel responde aos adversários

Alvo de questionamentos de diferentes candidatos, Riedel apresentou ações de sua administração e respondeu às críticas feitas durante o debate.

Na discussão sobre os povos indígenas, o governador citou a aquisição de áreas reivindicadas por comunidades, investimentos em habitação e projetos de abastecimento de água.

O confronto com Daniel Lemes, entretanto, acabou se tornando um dos momentos de maior tensão da noite, especialmente pelas acusações feitas pelo candidato do PCO e pelo posterior direito de resposta concedido ao governador.

A tensão também apareceu fora do palco

A polarização do debate não ficou restrita aos candidatos.

Do lado de fora do Crea-MS, apoiadores que acompanhavam a transmissão por um telão também protagonizaram discussões. A Polícia Militar precisou intervir para controlar uma das situações e informou que mantinha oito viaturas no local para garantir a ordem e o direito de manifestação pacífica. Segundo a própria PM, o episódio registrado foi controlado e não houve violência entre as partes naquele momento.

Com os oito candidatos frente a frente, o debate deixou expostas algumas das principais linhas de conflito da eleição estadual: de um lado, a defesa das ações realizadas pelo atual governo; de outro, críticas envolvendo segurança, serviços públicos, transparência, povos indígenas, impostos e funcionamento da máquina estadual.

O encontro também mostrou que a campanha pelo Governo de Mato Grosso do Sul deve ser marcada por confrontos cada vez mais diretos entre os candidatos e pela disputa em torno dos problemas que mais afetam a população dos 79 municípios do Estado.

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