Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam melhora em importantes indicadores de saúde na Terra Indígena Yanomami no primeiro semestre de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2023, o número total de mortes caiu 29,5%, passando de 224 para 158.

A redução foi ainda maior em algumas das principais causas de morte. Os óbitos por desnutrição diminuíram 75,7%, enquanto as mortes provocadas por infecções respiratórias agudas tiveram queda de 40,8%. Também não houve registro de mortes por malária nos primeiros seis meses deste ano, além de uma redução de 50,6% nos casos da doença.
Segundo o governo federal, a melhora ocorre paralelamente à ampliação da estrutura de atendimento. O número de profissionais de saúde no território passou de aproximadamente 690, em 2023, para mais de 2,1 mil atualmente. Os 37 polos-base e 40 unidades de saúde indígena também estão em funcionamento.
A vacinação avançou no período. O número de doses aplicadas passou de 11.273 no primeiro semestre de 2023 para 20.267 em 2026, crescimento de 79,8%.
Os dados foram divulgados em meio a uma disputa política sobre a situação dos Yanomami. Declarações recentes de integrantes da oposição questionaram os resultados do governo federal, enquanto o Ministério da Saúde afirma que os indicadores mais recentes demonstram uma recuperação da assistência.
O próprio ministério, porém, ressalta que comparações com os anos anteriores a 2023 precisam considerar a precarização da assistência e possíveis registros incompletos de doenças e mortes naquele período.
A situação dos Yanomami continua exigindo acompanhamento das autoridades, especialmente em áreas como saúde, nutrição, vacinação e combate ao garimpo ilegal. Os números mais recentes indicam, entretanto, uma melhora em diversos indicadores acompanhados pelo Ministério da Saúde.



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