Flávio Duarte, autor da representação contra Marcinho Souza, prestou declarações à 1ª Promotoria de Justiça e questionou a decisão da Câmara de não dar prosseguimento ao pedido de apuração por possível quebra de decoro parlamentar
O episódio envolvendo os vereadores Marcinho Souza e Ademir Peteca ganhou um novo desdobramento. Depois de apresentar à Câmara Municipal de Coxim uma representação pedindo a apuração de possível quebra de decoro parlamentar, o ex-vereador e primeiro suplente Flávio Duarte levou o caso ao Ministério Público Estadual.
Flávio compareceu no dia 5 de agosto à 1ª Promotoria de Justiça de Coxim, onde prestou declarações formalizadas no Termo de Declarações vinculado ao atendimento nº 05.2026.00014629-2.
Na manifestação apresentada ao Ministério Público, Flávio relatou ter tomado conhecimento, por meio das redes sociais, do episódio registrado em vídeo envolvendo Marcinho Souza e Ademir Peteca. Segundo ele, as imagens indicariam que Marcinho teria desferido um soco contra Peteca.
O suplente afirmou ainda que, após tomar conhecimento do episódio, protocolou junto à Câmara Municipal um pedido para que fosse reconhecida e apurada eventual quebra de decoro parlamentar.
Segundo o relato prestado ao MP, entretanto, a representação não teria avançado. Flávio atribui à Presidência da Câmara a decisão de não abrir o procedimento e afirma ter tomado conhecimento da negativa por meio de publicação jornalística e de conversa informal por aplicativo de mensagens.
Na declaração, o ex-vereador questiona a decisão e afirma entender que houve tratamento diferente em relação a outros episódios. Ele cita especificamente um caso envolvendo a vereadora Lourdes, afirmando que naquela situação teria sido aberto procedimento durante o atual mandato.
Flávio também declarou ao Ministério Público considerar que a ausência de apuração representaria uma forma de "acobertamento" do parlamentar. A afirmação, contudo, integra o relato apresentado pelo próprio declarante e não representa, neste momento, uma conclusão do Ministério Público sobre a conduta da Presidência da Câmara ou dos vereadores envolvidos.
Caso ganha novo capítulo
A ida de Flávio à Promotoria representa uma nova etapa para uma controvérsia que inicialmente estava restrita ao âmbito da Câmara Municipal.
Na representação apresentada anteriormente, o suplente havia solicitado que fossem analisadas imagens do episódio, eventuais testemunhos, documentação médica e outros elementos que pudessem contribuir para a apuração dos fatos.
Com o arquivamento ou não prosseguimento do pedido no Legislativo, segundo o relato apresentado por Flávio, a questão passou a ser levada também ao conhecimento do Ministério Público.
É importante destacar que o documento obtido pela reportagem registra a declaração prestada por Flávio e o atendimento realizado pela Promotoria. O documento, por si só, não permite afirmar que o Ministério Público tenha concluído pela existência de crime, quebra de decoro ou irregularidade na atuação da Câmara, nem que tenha instaurado investigação contra qualquer dos envolvidos.
Próximos passos
A partir do novo desdobramento, permanecem questões sobre a tramitação da representação apresentada à Câmara, os fundamentos utilizados para o seu arquivamento ou não prosseguimento e eventual análise do caso pelo Ministério Público.
O caso, portanto, deixa de estar restrito à discussão política iniciada após a divulgação das imagens e passa a contar com um novo registro formal junto à 1ª Promotoria de Justiça de Coxim.



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