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Novo tarifaço dos EUA coloca exportações de Mato Grosso do Sul na mira
Novo tarifaço dos EUA coloca exportações de Mato Grosso do Sul na mira

Estado está entre os maiores exportadores do país e pode enfrentar impactos em cadeias produtivas ligadas ao agronegócio e à indústria.

A decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma nova tarifa de 25% sobre uma ampla lista de produtos brasileiros recolocou o comércio internacional no centro do debate econômico e político. A medida, anunciada pela administração do presidente Donald Trump, amplia as barreiras para parte das exportações brasileiras e reacende as discussões sobre os impactos para estados cuja economia depende fortemente do mercado externo.

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Embora o governo norte-americano tenha divulgado uma lista de exceções que preserva alguns produtos estratégicos do Brasil entre eles carne bovina, café, suco de laranja e componentes aeronáuticos centenas de outros itens continuam sujeitos à nova tarifa, que começa a valer nos próximos dias.

Para Mato Grosso do Sul, um dos principais estados exportadores do país, a preocupação vai além dos produtos diretamente atingidos. A economia sul-mato-grossense tem forte participação da agropecuária, da indústria de base florestal e da produção de alimentos, setores fortemente ligados ao comércio internacional.

Mesmo quando um produto específico não é tarifado, especialistas em comércio exterior apontam que mudanças nas regras de acesso ao mercado norte-americano podem alterar contratos, reduzir investimentos e provocar reorganização das cadeias globais de exportação. Empresas passam a buscar novos mercados, renegociam preços e enfrentam maior concorrência internacional, criando um ambiente de maior incerteza para quem depende das vendas externas.

Outro fator que preocupa é o efeito indireto sobre a economia regional. Mato Grosso do Sul concentra grandes frigoríficos, fábricas de celulose, usinas e empresas ligadas ao agronegócio, segmentos que movimentam milhares de empregos e têm papel importante na arrecadação dos municípios. Caso as barreiras comerciais reduzam a competitividade de parte dos produtos brasileiros, os reflexos podem atingir toda a cadeia econômica, desde produtores rurais até transportadoras, prestadores de serviços e comércio local.

A decisão dos Estados Unidos também ocorre em um momento de expansão das exportações brasileiras e de busca por novos mercados internacionais. Para analistas, medidas protecionistas como o novo tarifaço tendem a aumentar os custos das relações comerciais e dificultar o planejamento das empresas exportadoras.

O governo brasileiro já informou que pretende contestar a medida e buscar uma solução por meio da negociação diplomática e dos mecanismos internacionais de comércio. Enquanto isso, entidades representativas da indústria e do agronegócio acompanham os desdobramentos para avaliar quais setores poderão sofrer maior impacto e quais alternativas poderão ser adotadas para reduzir eventuais perdas.

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