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Campo Grande segue entre as piores situações fiscais de MS e mantém nota C do Tesouro Nacional Prefeita de Campo Grande Adriane Lopes ao lado do Governador Eduardo Riedel e da Senadora Tereza Cristina
Campo Grande segue entre as piores situações fiscais de MS e mantém nota C do Tesouro Nacional

Capital aparece entre os quatro piores resultados do Estado e continua com capacidade limitada para contratar financiamentos com garantia da União

Campo Grande permanece entre os municípios com pior situação fiscal de Mato Grosso do Sul, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional. Na avaliação da Capacidade de Pagamento (Capag) referente a 2025, a Capital recebeu nota C e figura entre os quatro piores desempenhos do Estado, evidenciando que o equilíbrio das contas públicas continua sendo um dos principais desafios da administração municipal.

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O indicador utilizado pelo Tesouro Nacional mede a saúde fiscal dos entes públicos por meio de critérios como endividamento, liquidez e poupança corrente. No caso de Campo Grande, a poupança corrente atingiu 98,19%, índice considerado preocupante por ficar muito próximo do limite que caracteriza desequilíbrio fiscal. Quanto mais próximo de 100%, menor é a capacidade do município de gerar recursos próprios para investimentos e cumprir compromissos financeiros sem recorrer a novas fontes de financiamento.

Além da Capital, outros 16 municípios sul-mato-grossenses receberam nota C. A classificação impede a contratação de operações de crédito com garantia da União e reduz o acesso a financiamentos em condições mais vantajosas.

Entre os piores desempenhos do Estado, Ivinhema lidera o ranking, com índice de 148,53%, seguido por Santa Rita do Pardo (100,56%) e Bela Vista (99,22%). Campo Grande aparece logo na sequência, ocupando a quarta pior colocação no indicador de poupança corrente.

Enquanto isso, a realidade da maioria dos municípios sul-mato-grossenses é diferente. Dos 79 municípios do Estado, 62 encerraram 2025 com classificação A ou B na Capag, demonstrando maior equilíbrio fiscal. Entre eles, quatro cidades alcançaram o conceito máximo (A+): Iguatemi, Paraíso das Águas, Pedro Gomes e São Gabriel do Oeste.

Os números chamam atenção principalmente porque Campo Grande concentra o maior orçamento municipal de Mato Grosso do Sul e responde por parcela significativa da arrecadação estadual. Ainda assim, permanece atrás de dezenas de municípios de menor porte quando o assunto é equilíbrio das contas públicas.

Na prática, uma situação fiscal fragilizada reduz a capacidade da administração municipal de ampliar investimentos com recursos próprios e dificulta o acesso a linhas de financiamento com garantia da União, mecanismo frequentemente utilizado por estados e municípios para executar obras de infraestrutura, mobilidade urbana e outros projetos estruturantes.

Os dados também indicam que, apesar das mudanças de governo ao longo dos últimos anos, a Capital ainda não conseguiu reverter um quadro de dificuldades fiscais que continua sendo apontado pelo Tesouro Nacional. Sob a atual gestão, Campo Grande permanece entre os municípios com pior desempenho fiscal do Estado, cenário que evidencia que o desafio de reorganizar as contas públicas ainda está longe de ser superado.

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