Manifestação está marcada para o dia 10 de julho, em Campo Grande; entidade questiona legalidade do aumento, enquanto Cassems afirma que medida busca reduzir déficit financeiro.
A Associação dos Beneficiários da Cassems (ABECAMS) convocou um protesto para a próxima sexta-feira (10), às 9h, em frente à sede da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems), em Campo Grande. A mobilização é motivada pelo reajuste na cobrança da chamada "taxa do cônjuge", implementado pela instituição e contestado por servidores estaduais.
Segundo a associação, a expectativa é reunir cerca de três mil participantes. A entidade afirma que o aumento das contribuições compromete o orçamento de milhares de famílias e pode dificultar a permanência de dependentes no plano de saúde.
De acordo com a ABECAMS, alguns beneficiários relataram reajustes expressivos após a alteração na forma de cobrança dos cônjuges, que passaram a ser enquadrados como agregados. A associação sustenta que a mudança desrespeita decisões aprovadas em assembleia e questiona a legalidade da medida.
A entidade também informou que apresentou à direção da Cassems uma proposta de reajuste baseada em índices da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), defendendo percentuais inferiores aos aplicados. Segundo a associação, não foram apresentados estudos técnicos que justificassem o aumento.
Outro ponto levantado pela ABECAMS é a preocupação com notificações enviadas a beneficiários sobre eventual suspensão do atendimento em caso de inadimplência, situação que, segundo a entidade, tem gerado insegurança entre os servidores.
Por outro lado, a direção da Cassems defende que a revisão das contribuições foi necessária para preservar o equilíbrio financeiro do plano de saúde. Conforme a instituição, as despesas assistenciais com os cônjuges superaram significativamente a arrecadação obtida com esse grupo de beneficiários.
Segundo a Cassems, em 2025 foram arrecadados aproximadamente R$ 61 milhões com as contribuições dos cônjuges, enquanto os custos assistenciais desse grupo chegaram a cerca de R$ 250 milhões, resultando em um déficit de R$ 181 milhões. A instituição afirma que a medida busca garantir a sustentabilidade do sistema e assegurar a continuidade da assistência aos usuários.
A manifestação marcada para o dia 10 deverá reunir servidores públicos e beneficiários da Cassems para reivindicar a revisão do reajuste e cobrar maior transparência sobre os critérios adotados para a alteração das contribuições.




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