A Câmara Municipal de Campo Grande promoveu, no sábado (27), as duas últimas edições da série de audiências públicas "Moradia Indígena: uma condição para o bem viver". Os debates ocorreram na Aldeia Xunako Kopenoti, no Jardim Inápolis, e na Aldeia Darcy Ribeiro, no Jardim Noroeste.

A série de debates sobre moradia teve início em 2025, por meio da Comissão Permanente das Causas Indígenas da Casa de Leis. A iniciativa levou o Legislativo às comunidades indígenas urbanas para levantar informações sobre as condições de moradia e identificar as necessidades de cada localidade, buscando soluções que garantam habitação digna sem desconsiderar a cultura e as tradições dos povos originários.
A vereadora Luiza Ribeiro liderou a ação e explicou que, a partir do diagnóstico realizado em cada comunidade, serão feitos os encaminhamentos aos órgãos responsáveis pela política habitacional. “Cada comunidade indígena tem uma realidade diferente e tem que ser considerada pelo Poder Público”, avaliou.
“Entre os avanços já obtidos com o trabalho desenvolvido está a regularização da comunidade Água Funda, onde a construção das moradias deve começar ainda este ano, considerando todos os elementos do bem viver indígena”, destacou.
De acordo com o presidente do Conselho Municipal dos Direitos e Defesa dos Povos Indígenas (CMDDI), Lísio Lili, a presença da Câmara nas comunidades criou um espaço para que os indígenas apresentassem suas reais necessidades. “Esse trabalho foi muito importante, porque permitiu que a comunidade manifestasse dentro do seu próprio território toda a situação que aflige, a começar pela moradia. Essa falta da moradia foi colocada dentro da estrutura do município, com conhecimento do Poder Legislativo. É um momento de inovação das pautas dos povos indígenas”, afirmou.
Ao todo, foram realizadas oito audiências públicas, contemplando a Aldeia Água Bonita, no Bairro Tarsila do Amaral; a Comunidade Kadiwéu, em que a discussão ocorreu na Casa de Leis; a Aldeia Inamaty Kaxé, no Bosque Santa Mônica; a comunidade na Vila Bordon; a comunidade Água Funda, no Jardim Noroeste; a Aldeia Marçal de Souza, no Tiradentes; a Aldeia Xunako Kopenoti, no Jardim Inápolis; e a Aldeia Darcy Ribeiro, no Jardim Noroeste.
As audiências públicas permitiram mapear a realidade das comunidades indígenas urbanas e reunir informações que irão subsidiar o encaminhamento de demandas aos órgãos competentes, contribuindo para a formulação de políticas públicas voltadas à habitação e ao bem viver dos povos originários.
Fonte: Dayane Parron



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