O apoio anunciado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao deputado federal Marcos Pollon (PL) para a disputa ao Senado por Mato Grosso do Sul passou a ser alvo de questionamentos diante das recentes movimentações políticas dentro do próprio partido.
Em fevereiro deste ano, Bolsonaro tornou público seu apoio a Pollon por meio de um bilhete divulgado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Na ocasião, o ex-presidente afirmou que o parlamentar sul-mato-grossense seria seu candidato ao Senado no Estado.
Mesmo após receber o apoio público de Bolsonaro em fevereiro, Marcos Pollon não conseguiu se consolidar como protagonista na disputa ao Senado em Mato Grosso do Sul. Nas pesquisas divulgadas ao longo dos últimos meses, o deputado federal tem aparecido atrás de nomes como Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL, enquanto crescem as especulações sobre uma possível reorganização da estratégia bolsonarista no Estado. Informações divulgadas pelo colunista Paulo Cappelli, do jornal Correio da Manhã, apontam que Bolsonaro estaria reavaliando a estratégia eleitoral e poderá priorizar as candidaturas do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL).
Até o momento, não houve pronunciamento público de Bolsonaro retirando oficialmente o apoio a Pollon, tampouco um comunicado do Partido Liberal confirmando a mudança.
O cenário evidencia uma disputa interna dentro do campo bolsonarista em Mato Grosso do Sul, especialmente porque a eleição de 2026 terá apenas duas vagas para o Senado em disputa.
Caso a nova estratégia seja confirmada, Pollon poderá enfrentar um cenário mais desafiador dentro do próprio grupo político que ajudou a consolidar sua trajetória eleitoral.
Além dos nomes ligados ao PL, a disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul também deve contar com outras lideranças já colocadas no debate político estadual, tornando a corrida eleitoral uma das mais disputadas dos últimos anos.



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